A Nestlé vai alterar a receita das barras de KitKat na Europa para deixá-las mais crocantes e com um "toque de avelã". A gigante suíça de alimentos afirma que a mudança não tem relação com o aumento do preço do cacau[1]. As novidades, previstas para setembro de 2027 na maior parte da Europa, buscam atrair consumidores que antes não escolheriam o KitKat como doce[1].
"Nós não vamos reduzir a participação de cacau, mas vamos adicionar um terceiro nível ao KitKat, que traz uma camada mais complexa de sabor", disse Rouven Lochmuller, gerente global da marca, em evento anual da Nestlé em Vevey, na Suíça[1]. Por muito tempo, a empresa acreditou que as preferências de chocolate ao leite eram incompatíveis com as de chocolate amargo, mas a nova receita mostrará que isso não é verdade[1].
Para consumidores do Reino Unido, nada mudará, pois os gostos britânicos tendem ao "caramelo queimado" e a receita já é considerada "perfeita"[1]. Nos Estados Unidos, o KitKat é produzido pela Hershey Co., que já anunciou ajustes para dar "um sabor e textura mais cremosos" em 2027[2].
Em anos recentes, fabricantes de chocolate enfrentaram inflação recorde no preço do cacau, o que elevou custos e levou alguns produtores a reduzir a quantidade do ingrediente em seus produtos[1]. A Barry Callebaut alertou que tensões geopolíticas e preços altos de energia prejudicam as perspectivas do mercado, que absorveu aumentos de cerca de 50% nos últimos cinco anos[1]. Ainda assim, o CEO da Nestlé, Philipp Navratil, afirmou que a inflação de commodities como café e cacau está começando a desacelerar[1].
As tentativas anteriores da Nestlé de mudar o KitKat nem sempre foram bem-sucedidas: a versão vegetal, desenvolvida ao longo de dois anos com fórmula à base de arroz, era mais cara e acabou descontinuada na maioria dos países[1].
Fonte original: InvestNews – Negócios.
