A América do Sul vive uma nova guinada à direita, impulsionada pelas vitórias de Abelardo de la Espriella na Colômbia e de Keiko Fujimori no Peru, que alteram a correlação de forças na região e consolidam a quarta onda conservadora desde 2023[1][2].
Na Colômbia, Espriella, considerado de extrema-direita, foi declarado vencedor da eleição presidencial com 49,66% dos votos, contra 48,7% do esquerdista Iván Cepeda, apoiado pelo presidente Gustavo Petro, o primeiro progressista do país[2]. A diferença foi de apenas 250 mil votos, em um pleito disputado por mais de 26 milhões de colombianos, e o resultado final será divulgado após a apuração completa de todos os votos[2][4].
No Peru, Keiko Fujimori, filha do ex-ditador Alberto Fujimori, lidera a apuração com 50,111% dos votos, 41 mil à frente do esquerdista Roberto Sánchez, com 99,6% das urnas apuradas[1][2]. Embora o resultado ainda não esteja definitivo, a tendência política indica que o Peru será o sétimo país governado pela direita, mantendo a sucessão de governos conservadores na região[1][2].
Com essas duas vitórias, a direita ultrapassou a esquerda nos governos sul-americanos, controlando sete dos 12 países da região[2]. Se a vantagem de Fujimori seja confirmada, o placar regional passará a ser de sete governos de direita ou centro-direita contra cinco de esquerda ou centro-esquerda[1].
Países governados pela esquerda ou centro-esquerda: - Uruguai: Yamandú Orsi - Suriname: Jennifer Simons - Venezuela: Delcy Rodríguez - Brasil (em expectativa para outubro de 2026) - Guiana
Países governados pela direita ou extrema-direita: - Colômbia: Abelardo de la Espriella - Peru: Keiko Fujimori (em expectativa) - Argentina: Javier Milei - Chile: José Antonio Kast - Equador: Daniel Noboa - Bolívia: Rodrigo Paz - Paraguai: Santiago Peña
Esta nova conjuntura reduz o grupo de aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e marca uma virada ideológica significativa na América do Sul, com a direita tendo vantagem numérica sobre a esquerda[1][3].
Próximas eleições presidenciais marcadas na região: - Brasil: outubro de 2026 - Argentina: outubro de 2027
O resultado brasileiro será decisivo para determinar se esse movimento se consolida como maioria regional ampla ou se o continente continuará dividido entre os dois espectros políticos[1].
A guinada para a direita consolidou-se após as vitórias de Javier Milei na Argentina, Daniel Noboa no Equador, Rodrigo Paz na Bolívia e José Antonio Kast no Chile, reduzindo o grupo de governantes aliados de Lula[1][3].
