Os Estados Unidos enfrentam uma onda de calor extrema nos próximos dias, com sensação térmica que pode chegar a 46°C, enquanto a segunda fase da Copa do Mundo de 2026 avança sob risco climático. Mais de 100 milhões de pessoas estão sob alerta de temperaturas recordes, segundo meteorologistas norte-americanos, que classificam o episódio como o mais significativo desde o verão passado[1][2].

O calor extremo atingirá o pico entre terça e quinta-feira no Meio-Oeste e no Vale do Mississippi, deslocando-se para o leste em direção ao Vale do Ohio e à Costa Leste na quinta-feira, estendendo-se ao longo do fim de semana[1]. Estados como Illinois, Indiana, Michigan, Ohio, Wisconsin, Alabama, Kentucky, Mississippi e Tennessee estão na rota direta do fenômeno, com temperaturas entre 32°C e 38°C combinadas com alta umidade[1]. O índice de calor, que mede a temperatura aparente sentida pelo corpo humano, poderá atingir valores próximos de 40°C em diversas cidades, chegando a 43°C e 46°C em locais mais críticos[1][2].

Cerca de 30 milhões de pessoas estarão sob nível 3 de risco em uma escala de quatro categorias, condição considerada capaz de afetar qualquer pessoa sem acesso adequado à refrigeração ou hidratação[2]. Dezenas de recordes de temperatura poderão ser quebrados, especialmente em grande parte do Nordeste americano, onde cidades como Nova York, Filadélfia, Washington e Baltimore enfrentarão os dias mais quentes do episódio entre quinta e sexta-feira[2].

A possibilidade de que os jogos da Copa do Mundo pudessem ser disputados diante de altas temperaturas fez com que a Fifa implementasse uma medida inédita para o Mundial[3]. Todas as 104 partidas terão duas pausas obrigatórias para hidratação: uma aos 22 minutos do primeiro tempo e outra aos 22 minutos da etapa final, cada interrupção com duração de três minutos e independente da temperatura registrada no estádio[3]. Essa medida sem precedentes foi estabelecida após estudos indicarem que 1 em cada 4 partidas pode ultrapassar níveis perigosos de estresse térmico, com risco quase dobrado desde a última Copa nos Estados Unidos[3].

O alerta foi reforçado pela Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), que aponta que o calor extremo, provocado pelas mudanças climáticas, ameaça um grande número de jogos programados para a Copa no México, Canadá e Estados Unidos, incluindo a grande final[4][5]. Dos 16 estádios da Copa de 2026, apenas três contam com sistemas completos de climatização, o que aumenta a vulnerabilidade dos jogadores e torcedores às condições adversas[5].