Uma onda de calor extrema está colocando a Europa em alerta máximo, com **18 mortes registradas na França** e temperaturas que ultrapassaram **42°C** em várias regiões. Mais de 90% da população francesa está exposta ao calor extremo, com termômetros entre 39°C e 41°C previstos para grande parte do oeste do país[1]. A agência Meteo France emitou alerta vermelho em **58 departamentos**, o maior número já registrado no território[2].
Na região de Bordeaux, no sudoeste da França, as temperaturas chegaram a **41,9°C**, o maior índice histórico da cidade[3]. Três idosos, entre 80 e 95 anos, morreram em suas residências devido a problemas de saúde causados pelo calor[3]. Além disso, duas crianças, de 2 e 4 anos, foram encontradas inconscientes dentro de um carro e morreram em Carpentras, no sudeste do país[4]. Outras **13 pessoas morreram afogadas** ao longo do fim de semana em todo o país[3].
Na Espanha, a agência Aemet emitiu alerta vermelho para o **País Basco**, no norte, onde San Sebastián deve atingir **40°C** — mais do que o dobro da média histórica para 22 de junho[1]. A temperatura prevista para Córdoba, no sul, pode ultrapassar **44°C**[1]. Rubén del Campo, porta-voz da Aemet, afirmou que as temperaturas estão entre **5°C e 10°C acima do normal**, chegando a mais de 10°C acima da média em algumas áreas do norte[1].
Quase **2.700 escolas francesas** devem fechar ou alterar horários devido à falta de climatização adequada[2]. Na Itália, alerta vermelho foi declarado em **15 cidades**, incluindo Roma, Milão e Veneza[1]. No Reino Unido, autoridades emitiram um alerta de "calor vermelho" pela segunda vez na história, com temperaturas chegando a **36,1°C** em Gosport[2].
Stéphanie Rist, ministra da Saúde da França, disse à TV TF1 que "estamos caminhando para, no mínimo, vários dias de tempo muito quente" e que não se sabe quando as temperaturas começarão a cair[2]. O Ministério do Trabalho da Espanha informou que está monitorando se as empresas estão cumprindo leis que permitem aos trabalhadores reduzir jornadas durante alertas laranja ou vermelho[1]. Trabalhadores também têm direito a até **quatro dias de licença remunerada** se não conseguirem chegar ao trabalho devido às condições climáticas[1].
A Organização Meteorológica Mundial (OMM) alertou para risco acentuado de estresse térmico, incêndios florestais e tempestades com granizo[2]. A onda de calor se espalhará por grandes partes da Europa Ocidental, Central e do Sul nas próximas duas semanas, com foco provável nos Bálcãs[2].
