Uma onda de calor extrema está sufocando a Europa, com temperaturas que ultrapassam os 40°C em diversas regiões e já causaram pelo menos 16 mortes nos últimos dias, segundo relatórios de autoridades e especialistas[1][5]. A França vive seu quarto dia consecutivo sob alerta vermelho, com 90% da população exposta ao calor extremo e previsões de máximas entre 39°C e 41°C nesta quarta-feira[1][2].

As redes elétricas estão sobrecarregadas: na França, cerca de 68 mil residências ficaram sem energia após falhas em transformadores relacionadas ao calor intenso, com reparos prioritários para residências de idosos[1][4]. Em resposta, usinas nucleares francesas tiveram que reduzir operações ou fechar temporariamente, pois as altas temperaturas aumentam a temperatura dos rios usados para refrigeração[1][4].

O Reino Unido ativou alerta vermelho para calor extremo — a segunda vez desde 2021 —, enquanto a Holanda emitiu alerta laranja e a Espanha, Itália e Portugal enfrentam temperaturas acima de 36°C[1][2]. Mais de 350 milhões de europeus (quase dois terços da população) serão afetados por temperaturas acima de 30°C[1].

Mortes por afogamento aumentaram drasticamente: 42 pessoas morreram na França buscando alívio na água, e 19 no Reino Unido, a maioria crianças[1]. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que as temperaturas na Europa estão subindo duas vezes mais rápido que a média global, elevando o risco de futuros eventos de calor extremo[1].

Medidas emergenciais incluem piscinas gratuitas em Amsterdã, parques abertos até a madrugada em Paris, fechamento de 1.800 escolas sem climatização e cancelamento de eventos públicos em Madrid[2][3][4]. A líder francesa Marine Le Pen prometeu um "plano massivo de ar-condicionado" caso vença as eleições de 2027, enquanto autoridades enfrentam críticas sobre o isolamento térmico de escolas e hospitais[1].

Este fenômeno, causado por uma massa de ar quente da África comprimida pela alta pressão atmosférica, é a segunda grande onda de calor em dois meses, com alertas emitidos em 26 países europeus[1][3]. Especialistas recomendam fechar persianas, não abrir janelas durante o dia e buscar zonas frescas sempre possível[1].