A Organização das Nações Unidas (ONU) confirmou o envio de **10 mil bolsas mortuárias** para a Venezuela, temendo um aumento no número de vítimas dos devastadores terremotos que atingiram o país em 24 de junho[1][2]. Até a segunda-feira (29/6), o governo venezuelano havia registrado oficialmente **1.719 mortes** e mais de 5.000 feridos, mas as projeções da ONU indicam que o número de falecidos pode subir significativamente nos próximos dias[1][3].

O coordenador da ONU no país, Gianluca Rampolla Del Tindaro, afirmou que a organização está trabalhando em parceria com o governo e que a decisão de adquirir as bolsas foi acordada com as autoridades locais[1]. Segundo estimativas da ONU, até **50 mil pessoas estão desaparecidas** após os dois abalos de magnitude 7,2 e 7,5, que provocaram colapsos totais em centenas de estruturas[1][3].

Imagens registradas no sábado (27/6) mostram corpos de vítimas enfileirados em sacos mortuários, aguardando identificação, enquanto familiares desesperados buscam informações sobre desaparecidos[1]. Até o momento, **27 países** já estão auxiliando a Venezuela com equipes de resgate e recursos[1]. Equipes internacionais conseguiram resgatar sete pessoas dos escombros no domingo, demonstrando a intensidade dos esforços de socorro[1][2].

O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) informou que o primeiro terremoto ocorreu a apenas 21 km de profundidade, o que intensificou os danos nas cidades próximas ao epicentro, em Morón, no norte da Venezuela[1]. O tremor também foi sentido na Colômbia e em áreas costeiras próximas a Porto Rico e às Ilhas Virgens Americanas, mas o risco de tsunami significativo foi descartado para regiões mais distantes[1].