A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagra, nesta terça-feira (23/6), a Operação Parasita, que investiga um esquema de fraudes bancárias que desviou recursos de mais de 3,5 mil contas de aposentados e pensionistas vinculados ao Governo do Distrito Federal, com prejuízo estimado em mais de R$ 5 milhões. As investigações indicam que o esquema operava de forma contínua desde 2024, com a participação de servidores do Banco de Brasília (BRB) e de associações suspeitas.

Entre os alvos da ação, estão três funcionários do BRB acusados de utilizar acesso privilegiado aos sistemas da instituição para realizar descontos diretos nas contas dos beneficiários, sem autorização das vítimas. Para dar aparência de legalidade às transações, o grupo entrava em contato telefônico com os aposentados e, posteriormente, produzia transcrições falsas dessas ligações, simulando que os clientes haviam autorizado os débitos.

A operação cumpre quatro mandados de prisão temporária, três de prisão preventiva e 10 mandados de busca e apreensão, realizados no Distrito Federal (Plano Piloto, Recanto das Emas, Brazlândia e Jardim Botânico) e em Minas Gerais (Belo Horizonte e Igaratinga). Entre os endereços visitados estão as sedes de associações apontadas como integrantes do esquema, como CASSISP, SBSP, ASPJUB, CASSISPUB, MÃO AMIGA e COBJUD.

Os investigados poderão responder por associação criminosa, estelionato qualificado e fraude bancária. Em nota, o BRB informou que a investigação teve início após a instituição identificar irregularidades nas movimentações financeiras e que os fatos não dizem respeito à atual administração do banco. Como medida administrativa, três empregados foram afastados de suas funções até a conclusão das investigações.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros envolvidos e recuperar os valores desviados das vítimas, que foram atingidas pelo esquema semelhante ao praticado em aposentadorias e pensões do INSS.