Paulo Serra, presidente estadual do PSDB e ex-prefeito de Santo André, oficializou neste domingo (21) sua desistência da pré-candidatura ao governo de São Paulo. Em comunicado, Serra anunciou que concentrará esforços para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, em busca de ampliar a bancada federal do partido.

A decisão ocorre após articulações de aliados do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que buscavam evitar a candidatura de Serra para reduzir o número de adversários na centro-direita e garantir vitória em primeiro turno contra Fernando Haddad (PT). Com a saída de Serra, que obteve 5% das intenções de voto na última pesquisa Datafolha (março), Tarcísio pode ser beneficiado pela migração de votos.

Serra explicou que a decisão foi tomada "após um amplo processo de reflexão, de diálogo e de avaliação sobre o atual momento político". Ele enfatizou que não encara o passo como um recuo, mas como continuidade de um projeto que nasceu em Santo André e agora busca contribuir para o futuro do Brasil.

A decisão de Serra segue a de Kim Kataguiri (Missão-SP), que também abandonou a corrida eleitoral para o governo de São Paulo no sábado e tentará a reeleição na Câmara. O PSDB, que concorre em federação com o Cidadania, avalia se lançará outro nome para o governo ou se permanecerá neutro, descartando, por enquanto, apoiar outro candidato.

Se as negociações forem consolidadas, o apoio formal do PSDB a Tarcísio deve ser anunciado na convenção estadual do partido, com expectativa de tucanos de participar do governo estadual com alguma secretaria. O presidente estadual do PSDB, Paulo Serra, não é parente de José Serra.