Policiais civis da 35ª Delegacia de Polícia (Sobradinho II) deflagraram, nesta quarta-feira (24/6), a Operação Falsa Promessa, nova fase de investigação que resultou na prisão preventiva de seis pessoas, no bloqueio de R$ 14 milhões em ativos financeiros e bens, e na indiciamento de 13 pessoas por fraude eletrônica, organização criminosa e lavagem de dinheiro relacionados a falsos consórcios no Distrito Federal[1][2].
A ação contou com o apoio da Divisão de Inteligência Policial (DIPO) e revelou que o grupo utilizava oito empresas de fachada sem autorização do Banco Central para executar o esquema[5]. A investigação, iniciada em janeiro deste ano, identificou que os criminosos atraíram vítimas por anúncios fraudulentos em redes sociais, prometendo contemplação rápida de cartas de crédito — em alguns casos, nos primeiros três meses [4][6].
As vítimas eram direcionadas a lojas físicas para conferir aparência de legitimidade ao esquema, onde eram induzidas ao pagamento de valores de entrada sob a falsa promessa de rápida contemplação, que nunca ocorria[4]. Há relatos de pessoas que continuaram pagando parcelas indefinidamente, enquanto os recursos eram rapidamente transferidos para contas pessoais dos líderes e redistribuídos entre os integrantes, reforçando os indícios de lavagem de dinheiro[5].
O prejuízo comprovado às vítimas ultrapassa R$ 278 mil, podendo ser ainda maior, já que o grupo atuou entre 2023 e 2025 e novas vítimas seguem sendo identificadas[2][9]. Na primeira fase da operação, deflagrada em janeiro, a Polícia Civil cumpriu 13 mandados de busca e apreensão em diversas cidades do DF e Entorno[1].
Como se proteger: Desconfie de ofertas muito fáceis, promessas de contemplação imediata e pagamentos para contas de pessoas físicas[4][6]. Exija contrato escrito e detalhado, pesquise a reputação da empresa no Banco Central e nunca faça depósito em nome de terceiros[4]. Se foi vítima, registre boletim de ocorrência imediatamente e procure um advogado especializado para restituição de valores[4].
