A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) investiga agressões e humilhações sofridas por um adolescente que cumpre medida socioeducativa de internação após participação em um estupro coletivo ocorrido em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O jovem, ex-namorado da vítima de 17 anos, foi condenado pela Justiça em 6 de março a cumprir internação por seis meses, sem atividades externas, por ter planejado uma "emboscada" contra a adolescente[1][2].
A denúncia foi feita pelo próprio adolescente à PCERJ, alegando que foi agredido por um funcionário do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase-RJ) e constantemente humilhado por um professor da escola do centro de socioeducação onde cumpre a medida[1]. A direção do Centro de Socioeducação Dom Bosco, na Ilha do Governador, reuniu seus funcionários, que confirmaram o relato do jovem[1].
Devido ao episódio, o adolescente passou a ter vigilância reforçada dentro da unidade socioeducativa. A PCERJ informou que a denúncia será encaminhada à Justiça para os procedimentos cabíveis[1].
Entenda o estupro coletivo em Copacabana
No dia 31 de janeiro, a vítima foi atraída para um apartamento em Copacabana, onde o adolescente, então namorado, insinuou que fariam "algo diferente", o que foi recusado. No interior do imóvel, ela foi trancada em um quarto com outros três rapazes, que insistiram em relações sexuais. Com a negativa, os adolescentes se despiram e praticaram atos libidinosos mediante violência física e psicológica[1].
A vítima alegou que foi segurada pelos cabelos, agredida com chute na região abdominal e impedida de sair do quarto. A Justiça considerou o relato da jovem coerente, detalhado e corroborado por exames de corpo de delito que comprovaram agressões físicas, inclusive pelo próprio adolescente[2].
Quatro homens adultos, todos maiores de 18 anos, foram identificados e presos pela polícia: Bruno Felipe dos Santos Allegretti (18), Vitor Hugo Oliveira Simonin (18), João Gabriel Xavier Bertho (19) e Matheus Veríssimo Zoel Martins (19)[1]. Eles responderão por estupro com agravante de a vítima ser menor de idade e por cárcere privado[1]. Dois dos suspeitos foram desligados do Colégio Pedro II[1].
Fonte original: Metrópoles – Brasil.
