A perda de uma espécie pode desequilibrar ecossistemas

Quando uma espécie começa a se extinguir, os impactos podem ir além do que se imaginava. Especialistas alertam para as consequências disso para a natureza e nossa própria sobrevivência.

  • O funcionamento de ecossistemas depende de uma rede de relações complexas entre plantas, animais e fungos, diz a ecóloga Ima Vieira.

Efeitos das perdas na natureza

‘Uma espécie não desaparece sem deixar um vazio. O ambiente continua ali, mas começa a funcionar de forma diferente’, explica Vieira. A redução do número dessas relações pode afetar desde a qualidade da água na região até a dispersão de sementes e controle de pragas por todo o planeta.

Exemplos concretos

No Brasil, a caça de grandes mamiferos como antas e macacos tem reduzido a dispersão de árvores de grande porte na Amazônia. Ima destaca que esses animais ainda estão presentes, mas já visíveis os impactos em outras espécies.

Consequências acumulativas

Especialistas afirmam que as mudanças podem se acumular ao longo dos anos até causar efeitos cascata. ‘A perda de uma espécie pode levar a outras, uma vez que elas ficam dependentes unicamente de uma outra’, diz Ima.

Perguntas Frequentes

E se as cidades também forem afetadas?

Sim. A perda de espécies pode desequilibrar a vida no meio urbano e rural, impactando a qualidade de vida das populações que dependem dos ecossistemas nesses ambientes.

O impacto no Brasil será maior ou menor que em outros países?

A perda é global. No Brasil, como na Amazônia, o equilíbrio do ecossistema já está mais ameaçado, justamente por sermos uma biodiversidade repleta.