O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, denunciou formalmente um “delito contra o voto” em suposta fraude eleitoral ocorrida na eleição presidencial de domingo (21), cujo resultado preliminar apontou vitória do opositor de extrema direita, Abelardo De La Espriella[3]. Petro afirmou que diversos formulários E-14 — documentos físicos que registram os votos de cada urna — foram alterados após o upload, com remoção deliberada do registro de data, hora e do Hash, que garante a integridade digital dos documentos[3].

Segundo o presidente, as alterações foram feitas a partir dos escritórios dos empresários Bautista, donos da Thomas Greg & Sons, uma das empresas responsáveis pela pré-contagem[3]. Petro também alegou que o software de pré-contagem foi modificado duas vezes em 26 de maio, cinco dias antes da votação[1].

As autoridades eleitorais colombianas, no entanto, afirmam que a apuração oficial já está 99,98% concluída, sem indícios de irregularidades[1]. A Registradoria destacou que os dados da pré-contagem apresentaram 99,94% de coincidência com a apuração oficial, e que as variações foram mínimas[1]. A Missão de Observação Eleitoral da União Europeia também descartou a existência de fraude, baseando-se em dados concretos e não em denúncias ainda por verificar[4].

Pela pré-contagem, De La Espriella obteve 49,66% dos votos válidos (12,9 milhões), contra 48,70% de Iván Cepeda (12,7 milhões), uma diferença de cerca de 250 mil votos[2]. A eleição teve comparecimento de 63,6%, o maior já registrado no país, em um universo de 26,3 milhões de eleitores[2].

Petro também mencionou possíveis irregularidades no exterior, citando um consulado com 80 eleitores inscritos que teria registrado mil votantes, e sugeriu envolvimento de Israel nas supostas fraudes, alegando mudança nos endereços IP de servidores do Registro Nacional[3]. O segundo turno está marcado para 21 de junho, e a Registradoria convidará partidos e organizações para auditorias antes da nova votação[1].