O petróleo WTI para agosto, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), fechou em queda de 0,88% (US$ 0,65), a US$ 73,21 o barril, enquanto o Brent para setembro, na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou em baixa de 0,93% (US$ 0,72), a US$ 76,80 o barril[3]. A retração nos preços ocorreu em meio a avanços nas negociações entre Estados Unidos e Irã, com o vice-presidente americano JD Vance confirmando progresso nas tratativas e a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica que transporta cerca de um quinto do petróleo bruto global[3][4].
Declarações divergentes entre autoridades dos EUA e do Irã sobre o andamento das negociações levaram o mercado a oscilar brevemente antes de retomar a queda com preocupações de oferta[1]. O presidente Donald Trump afirmou que Teerã aceitou inspeções nucleares de alto nível e que Washington decidiu manter Ormuz aberto, enquanto o governo iraniano negou ter autorizado novas visitas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA)[1][3]. Apesar das divergências, mediadores informaram que a primeira rodada de negociações na Suíça foi concluída, com base em um memorando de entendimento que prorrogou um cessar-fogo desde abril por 60 dias[3].
Os EUA autorizaram a venda de petróleo iraniano até 21 de agosto, permitindo a exportação de parte dos cerca de 30 milhões de barris que deixaram portos iranianos na última semana[3]. Dados de navegação mostram que milhões de barris de petróleo e derivados passaram pelo Estreito de Ormuz durante o fim de semana, reforçando expectativas de normalização da oferta na região[3]. Analistas do Saxo Bank destacam que a flexibilização de sanções pode facilitar a exportação iraniana, enquanto Ritterbusch & Associates não descarta novas quedas nos preços devido ao aumento da oferta e afrouxamento dos balanços globais da commodity[3].
Embora os estoques de petróleo permaneçam em níveis historicamente baixos, uma eventual recomposição dos estoques comerciais e da Reserva Estratégica de Petróleo (SPR) dos EUA poderá oferecer suporte aos preços mais adiante[3]. O cenário é de otimismo com a trégua, mas analistas alertam que a fragilidade do acordo e a resistência de Israel em cessar ataques ao Líbano mantêm o cenário delicado[5]. A trégua entre EUA e Irã derrubou os preços do petróleo, mas especialistas enfatizam cautela quanto ao alívio na inflação, pois a busca por segurança energética manterá pressão nos mercados globais[7].
