A Polícia Federal (PF) encontrou maços de dinheiro vivo escondidos dentro de um livro falso na casa de um advogado, em 1º de julho, durante a Operação Galho Fraco II, que investiga desvio de recursos públicos oriundos de cotas parlamentares na Câmara dos Deputados[1][2]. O flagrante ocorreu no escritório do advogado, alvo de mandados de busca e apreensão autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF)[1].

A ação foca em assessores e pessoas ligadas ao deputado federal Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Casa, que não foi alvo das buscas nesta quarta-feira, mas já teve seus endereços revistados em fase anterior da apuração[1][3]. A PF desconfia da explicação do parlamentar sobre a origem de R$ 470 mil apreendidos em dezembro, que ele atribuiu à venda de um imóvel[1].

Segundo a Polícia Federal, as investigações indicam atuação coordenada de agentes políticos, servidores comissionados e particulares para desviar recursos da cota parlamentar e ocultar a origem do dinheiro, simulando contratos e serviços para justificar gastos inexistentes[1][3]. O esquema envolveu contratos falsos com locadoras de veículos, usados como fachada para simular despesas do mandato[3].

A Operação Galho Fraco II é desdobramento direto da Operação Rent a Car, deflagrada em dezembro de 2024, quando a PF identificou indícios de que locadoras de veículos estariam sendo utilizadas para justificar gastos inexistentes pagos com recursos da cota parlamentar[1][3]. A PF investiga os crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa[1][2].

Os investigadores mantêm os trabalhos para identificar o caminho percorrido pelas verbas desviadas e calcular o valor exato recolhido dentro do livro falso. O inquérito corre sob sigilo, e os investigados podem responder pelos crimes mencionados após a conclusão do relatório final da corporação[1].

Fonte original: Revista Oeste – Política.