Na manhã desta terça-feira (30/6), a Polícia Federal (PF) deflagrou a **segunda fase da Operação Anáfora**, com foco no combate à lavagem de dinheiro oriunda do desvio de recursos públicos, especialmente da área da saúde no Rio de Janeiro. Entre os principais investigados estão o ex-deputado e ex-prefeito de Duque de Caxias, **Washington Reis (MDB)**, e sua irmã, **Jane Reis (MDB)**, pré-candidata a vice-governadora na chapa de Eduardo Paes (PSD) [1][2].
Nesta etapa, agentes federais cumpriram **14 mandados de busca e apreensão** nas cidades do Rio de Janeiro, Niterói e Duque de Caxias. Dez mandados foram expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal e quatro pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), devido ao foro privilegiado de alguns investigados [1][3].
A investigação aponta que Washington e Jane Reis atuavam na lavagem de dinheiro por meio da empresa **WR Participações e Empreendimentos Imobiliários Ltda**, com capital social de R$ 800 mil, e que usavam como estrutura operacional o **Laticínio Vale Carioca**, localizado em um complexo industrial na Avenida Beira Rio, onde Washington é proprietário de diversos galpões [1][2]. Segundo a PF, o laticínio foi utilizado para ocultação de valores ilícitos, e há indícios de que o ex-deputado era o verdadeiro dono do negócio [1].
Os investigados poderão responder, na medida de sua participação, pelos crimes de **organização criminosa**, **fraude à licitação** e **lavagem de dinheiro**, sem prejuízo de outras infrações que venham a ser identificadas ao longo da investigação [2][3]. Na primeira fase da Operação Anáfora, realizada há quatro anos, a PF já havia apontado suspeitas de desvios em contratos de cooperativa de trabalho da Secretaria Municipal de Saúde de Duque de Caxias que ultrapassaram **R$ 563,5 milhões** [1].
Durante as buscas em Duque de Caxias, foram encontrados **R$ 450 mil em espécie** ocultos em uma empresa vinculada a um investigado da operação [5]. Além do núcleo familiar, o TRF-2 expediu quatro mandados adicionais contra aliados diretamente vinculados ao principal investigado [1].
Fonte original: Metrópoles – Brasil.
