Cristiano Zanin autorizou investigação do ministro suspeito de vender decisões judiciais no STJ

A Polícia Federal (PF) iniciou uma investigação formal contra o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Paulo Dias de Moura Ribeiro, por suspeitas de envolvimento em um esquema de venda de decisões judiciais. A decisão foi tomada após autorização da PF pelo ministro Cristiano Zanin.

Segundo os investigadores, houve indícios que favoreceram a advogada Mirian Ribeiro Gonçalves, esposa do lobista Andreson de Oliveira Gonçalves, na suposta articulação do esquema. Em um dos processos sob relatoria de Moura Ribeiro tratava da reintegração de posse de uma fazenda em Mato Grosso.

Data de autorização

A justificativa para a abertura do inquérito foi dada no documento parcial com base numa investigação que seguiu a deflagração da Operação Sisamnes, em novembro de 2024. A decisão ocorreu em maio, em caráter sigiloso.

Indícios e autorização

Cristiano Zanin justificou a medida citando a necessidade de averiguar possíveis ilegalidades penais envolvendo Moura Ribeiro. A decisão autoriza ampliação das diligências para apurar a movimentação financeira de Moura Ribeiro, seus familiares e pessoas próximas.

Transferências e acesso restrito

Durante o processo, a PF identificou duas transferências feitas pelo lobista Andreson de Oliveira Gonçalves para um servidor que atuou no gabinete do ministro entre janeiro e junho de 2019. Houve também investigação sobre registros de acesso a processos que passaram por alterações importantes.

Perguntas Frequentes

Investigação do STJ envolve outros ministros?

Não, até o momento apenas Paulo Dias de Moura Ribeiro foi alvo do inquérito. A investigação procura verificar se houve ilegalidades sem descartar a participação ou envolvimento de servidores.

Está claro que o STJ está ligado ao esquema?

Ainda não, segundo o relatório da PF há suspeitas mas ainda não há elementos suficientes para concluir se houve participantes diretos no esquema através do STJ.