A Procuradoria-Geral da República (PGR) rejeitou oficialmente, nesta quinta-feira (25), a proposta de delação premiada apresentada pelo ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, investigado no escândalo que envolve o Banco Master. A decisão foi fundamentada na baixa utilidade da proposta e na falta de novos fatos nos anexos entregues, além da impossibilidade de demonstrar como seria o ressarcimento dos valores subtraídos por meio de fraudes[1].

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, alegou que a proposta não apresentou provas novas que interessassem aos investigadores e não demonstrou o essencial para firmar o acordo de delação[1]. A manifestação da PGR foi encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde o caso tramita sob relatoria do ministro André Mendonça e já havia sido objeto de análise anterior[1].

Paulo Henrique Costa, preso sob a acusação de participar de esquema de corrupção envolvendo R$ 12 milhões, havia preparado uma delação que poderia expor nomes como Ibaneis Rocha e Daniel Vorcaro, ambos ligados ao escândalo do Banco Master[5][7]. Enquanto Daniel Vorcaro já negocia seu segundo acordo de delação premiada, a proposta de Costa permanece sem assinatura, gerando tensão nos bastidores da política de Brasília[3][7].

A defesa do ex-presidente do BRB enviou um novo ofício à Polícia Federal (PF), questionando o prazo para a assinatura do documento que firmaria a colaboração, ainda sem resposta oficial[2][4]. A PF já havia negado, em 11 de junho, um acordo com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, mas ainda não se manifestou sobre a nova versão apresentada por ele[4].

A eventual delação de Paulo Henrique Costa tem gerado tensão nos bastidores políticos de Brasília, com a possibilidade de revelar novos detalhes sobre o esquema de corrupção que envolve altos nomes da política local[7][8]. A decisão da PGR reforça a dificuldade de firmar acordos de delação quando não há provas novas ou demonstração clara de ressarcimento aos cofres públicos[1].

Fonte: Brasil de Fato – Política (mencionado discretamente ao final).