Pirarucu tem apenas uma espécie na Amazônia, afirma novo estudo

O pirarucu, conhecido como o maior peixe de água doce da América do Sul, não é mais um enigma em termos científicos. Pesquisadores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) descartaram a existência de quatro espécies variadas e confirmaram que há apenas uma única espécie com várias variações dentro dela.

A descoberta, publicada na revista Neotropical Ichthyology, vai encontro a muitos levantamentos anteriores que sugeriam diferentes espécies do pirarucu. Conforme informação divulgada por Metrópoles – Ciência, o estudo examinou 82 peixes em quatro regiões das cabeceiras amazônicas e realizou análises genéticas em 70 delas.

Variações naturais na espécie pirarucu

O pirarucu, de até dois metros e que coloca mais de 180 mil ovos, pode ter diferentes características físicas como tamanho do olho, dentes, nadadeiras, comprimento do corpo e quantidade de vértebras, mas isso não é suficiente para agrupá-las ou diferenciá-las em novas espécies. 'Essas variações individuais são naturais e variam tanto que não seguem um padrão', explica o pesquisador Valdenor Magalhães.

Importância ambiental do pirarucu

A nova confirmação científica tem implicações importantes para a conservação da espécie e suas práticas de pesca. O pirarucu atua como predador fundamental controlando populções de outras espécies na região, contribuindo para o equilíbrio dos ecossistemas.

Preservação sustentável