O Plano Safra 2026/27 da Agricultura Familiar foi lançado com foco central na transição ecológica, oferecendo R$ 85,2 bilhões em crédito — o maior volume histórico para o segmento, com aumento de 9% em relação ao ciclo anterior. A ministra do Desenvolvimento Agrário, Fernanda Machiaveli, destacou que o plano não é apenas o mais robusto em recursos, mas também o melhor em condições de financiamento, com redução expressiva das taxas de juros.
“Agora conseguimos produzir alimentos com a taxa de 2%. Se for agroecologia, com a taxa de 1%”, afirmou Machiaveli durante o programa “Bom Dia, Ministra”, do Canal Gov, na manhã de 1º de julho. O plano inclui um pacote completo de assistência técnica para garantir que agricultores familiares utilizem insumos biológicos, cuidando do meio ambiente, dos recursos naturais e aplicando as melhores práticas agrícolas.
De acordo com a ministra, a política pública, lançada em 30 de junho, representa uma curva crescente de fortalecimento da agricultura familiar. Em 2023, o crédito disponível era de R$ 53 bilhões, concentrado principalmente na Região Sul. Com o novo plano, o crédito foi descentralizado, chegando com condições facilitadas às regiões Norte e Nordeste, onde o acesso histórico era menor.
O Plano Safra também reforça medidas de proteção contra os efeitos da mudança climática, como o Pró-Agro (seguro para contratantes do Pronaf) e o Garantia Safra, que protege agricultores de subsistência do semiárido. A atividade agrícola é reconhecida como de alto risco, especialmente no contexto climático atual, e o ano de 2026 será desafiador para a agricultura familiar, em especial.
O Pronaf mantém uma linha específica de adaptação climática, alcançando as produções do Norte e Nordeste. Além disso, o programa Terra à Mesa – Garantia-Safra foi lançado com edital publicado ontem, destinando R$ 413 milhões para adaptação climática no semiárido. Cada família receberá R$ 8 mil, totalizando 60 mil famílias, com assistência técnica e formação. Os recursos podem ser usados para implantação de cisternas, energia solar, irrigação, quintal produtivo ou outras tecnologias que permitam adaptação à estiagem.
Para o conjunto do país, estão abertas as linhas de bioeconomia e tecnificação, com taxas de 2% ao ano para financiamento de irrigação. Dentro do programa Mais Alimentos, há possibilidade de financiar a tecnificação para adaptação climática, com taxas entre 1,5% e 2% para esses investimentos.
Fonte original: Agência Brasil - Economia.
