Noite de Páscoa, plásticos 'vivos' se tornam alternativa no combate aos microplásticos mas científicos apontam desafios

A inovação chinesa promete uma solução para um dos maiores problemas ambientais: a poluição de mares e rios por microplásticos. Plástico 'vivo' se autodegrada em apenas seis dias sem liberar fragmentos menores, mas especialistas consideram avanço mais como soluções complementar do que definitiva.

O estudo, publicado na revista ACS Applied Polymer Materials, destaca o potencial da invenção. No entanto, ainda há desafios para tornar a tecnologia viável em larga escala: segurança ambiental, viabilidade econômica e avaliação de riscos toxicológicos, especialmente ligados aos microrganismos na composição.

Segurança ambiental: como se comportarão plásticos 'vivos' ao longo do tempo?

Especialistas alertam que a garantia de estabilidade e segurança do material em diferentes condições ambientais ainda precisa ser testada. Além disso, novas pesquisas são necessárias para avaliar os riscos toxicológicos e os impactos na cadeia alimentar marinha.

Viabilidade econômica: como será a competição com plásticos convencionais?

A produção em larga escala ainda precisa superar obstáculos, principalmente no quesito custo-benefício. Plásticos tradicionais são baratos e fáceis de produzir, o que dificulta sua substituição no mercado.

Cientistas afirmam: “Embora uma alternativa interessante, ainda estamos a alguns anos dessa tecnologia estar disponível para uso comuns”, destaca Juliana Brito, da UNESP.