No Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (22/6), o prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) presenteou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com um casaco amarelo da Seleção Brasileira, em um gesto que reforçou seu alinhamento político com o governo federal[1][2]. Durante a agenda oficial na capital fluminense, Cavaliere, que também usava um casaco da Seleção — na cor azul —, afirmou que se sente 'orgulhoso' ao ver Lula 'defendendo o Brasil' e 'a soberania', e destacou que 'aqui você tem aliado'[1][4].

A entrega do presente ocorreu durante cerimônia de anúncio de R$ 702,9 milhões em recursos federais para urbanização de favelas no Rio, além do início das obras do PAC Jardim Maravilha, em Guaratiba[1][3]. As iniciativas integram o Novo PAC Periferia Viva e o FGTS Programa Pró-Moradia, contemplando três das maiores comunidades do Rio: Maré, Complexo do Alemão e Rocinha[1]. Segundo o governo federal, as ações visam ampliar o acesso à infraestrutura urbana, promover inclusão social e garantir mais dignidade à população das periferias[1].

Em seguida, a primeira-dama Janja Lula da Silva vestiu o casaco amarelo recebido[1]. O gesto dialoga com uma orientação que Lula tem dado a ministros e aliados durante a Copa do Mundo: utilizar a camisa da Seleção ou roupas nas cores verde e amarela, para que esses símbolos deixem de ser associados exclusivamente ao bolsonarismo e voltem a representar diferentes campos políticos[1][2].

Como mostrou o Metrópoles, o presidente já defende que as cores nacionais e a camisa da Seleção circulem entre diferentes vertentes políticas, recuperando seu uso político como símbolos de unidade nacional[1][2]. A cena reforça a tentativa do governo de resgatar o significado político das cores verde e amarela no período da Copa do Mundo[2].