O Partido dos Trabalhadores (PT) apresentará, nesta terça-feira, 30, ações contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o Partido Liberal (PL), motivadas por uma carta enviada pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, ao pré-candidato à Presidência. O PT solicitará à Procuradoria-Geral da República (PGR) a abertura de um inquérito criminal, alegando possível corrupção passiva, violação de sigilo funcional e delitos contra a soberania nacional[1][4].

A ofensiva petista é consequência direta de um ofício no qual Marco Rubio agradece a Flávio por ter colocado à disposição de Washington uma "equipe de transição" para dialogar com o governo de Donald Trump caso ele seja eleito[1][4]. O texto afirma que Flávio está confiante de sua vitória em outubro e se coloca à disposição para concluir um amplo acordo de comércio e investimentos entre os dois países[1][4].

Na representação criminal, o PT sustenta que a carta revela uma negociação direta entre um agente público brasileiro e um governo estrangeiro, o que poderia configurar subordinação do PL a interesses estrangeiros[1][2]. O partido também pede que o Ministério Público investigue se Flávio buscou apoio do governo norte-americano para sua campanha ou obteve vantagem indevida ao compartilhar dados ligados à transição de governo[1][2].

Além da representação na PGR, o PT protocolará uma notícia de fato no Ministério Público Eleitoral, junto com o Partido Verde (PV) e o PCdoB, integrantes da Federação Brasil da Esperança. A petição questiona a atuação do PL e pede apuração de eventual descumprimento da Lei dos Partidos Políticos, citando viagens de parlamentares do PL a Washington custeadas pela Câmara e a atuação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos EUA[2][3].

A federação pede que, se a investigação confirmar a subordinação do PL a interesses estrangeiros, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aplique as penalidades previstas na legislação eleitoral[2][3].

Fonte original: Revista Oeste – Política.