Em um novo episódio de atrito dentro do grupo bolsonarista, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) rebateu com veemência as críticas feitas pelo jornalista Paulo Figueiredo, que ironizou a postura da parlamentar após ela não confirmar presença no encontro de mulheres conservadoras organizado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL). O evento, anunciado por Flávio como uma iniciativa voltada ao público feminino conservador, teria a organização de Damares, que, quando procurada para confirmar sua participação, respondeu apenas que estava 'orando' para decidir se iria, gerando comentários nas redes sociais[1][3].
Paulo Figueiredo, aliado dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, ironizou a resposta da senadora e afirmou que, se o evento fosse promovido por figuras da esquerda, como a primeira-dama Janja ou a deputada Maria do Rosário (PT-RS), todas estariam unidas[1][3]. A resposta de Damares veio por meio das redes sociais, onde ela afirmou que o jornalista desconhece sua atuação política e disse que prefere enfrentar os desafios diretamente, em vez de se limitar às redes. 'Sou aquela mulher que não fica atrás de um computador, mas encara as lutas e demandas em pé, olhando nos olhos dos adversários', escreveu a senadora[3][7].
Na publicação, Damares ainda convidou Figueiredo para conhecer seu trabalho no Congresso caso ele retorne ao Brasil. 'Quando vier ao Brasil, venha passar um dia aqui comigo em meu gabinete para entender um pouquinho o que é batalha contra o mal de verdade, para ver como se enfrenta bandidos de verdade e como se faz oposição à esquerda sem agredir a honra ou a moral das pessoas', afirmou[7]. Figueiredo respondeu dizendo que não pode voltar ao país porque teve o passaporte bloqueado por decisão judicial do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, há três anos[1].
Na réplica, o jornalista afirmou que atua contra o que classifica como um 'regime' e criticou a atuação da senadora, dizendo não ter visto uma participação mais ativa de Damares nesse enfrentamento e ironizando o que chamou de aproximação dela com pautas feministas e projetos que, segundo ele, não representam a direita[1][2]. Em 2023, o STF determinou o bloqueio das contas em redes sociais e do passaporte de Paulo Figueiredo, que é investigado por suposta disseminação de discursos antidemocráticos e também responde a uma investigação por coação no curso do processo[1]. De acordo com denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), o jornalista teria atuado ao lado do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para buscar sanções dos Estados Unidos contra autoridades brasileiras[1].
O episódio ocorre em meio às divergências dentro do grupo bolsonarista após Michelle Bolsonaro afirmar ter sido desrespeitada pelo senador durante uma ligação telefônica, evento que Flávio Bolsonaro diz que a briga com Michelle é 'página virada' e que quer vice mulher[1].
Fonte original: Notícias ao Minuto – Política.
