A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) reconfigurou suas comissões permanentes, ampliando a presença de parlamentares aliados do presidente da Casa, Douglas Ruas (PL), em colegiados historicamente comandados por partidos de esquerda. A nova composição da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania inclui o deputado Alexandre Knoploch (PL), autor da proposta de "gratificação faroeste" — proposta vetada pelo governador Cláudio Castro que previa aumento de remuneração para policiais por mortes em serviço — e retira da presidência a deputada Dani Monteiro (PSOL), que ocupava o cargo há anos[1][2].
Na Comissão de Direitos Humanos, os membros titulares são Alexandre Knoploch (PL), Munir Neto (SDD), Fred Pacheco (PL) e Dani Monteiro (PSOL), enquanto Renan Jordy (PL), Rodrigo Amorim (PL) e Jorge Felippe Neto (PL) atuarão como suplentes[1]. A tendência é que a presidência do colegiado seja assumida por Knoploch, após a nova configuração garantir maioria de parlamentares ligados à direita[2][3]. A deputada Dani Monteiro, agora destituída da presidência, lançou um abaixo-assinado online contestando sua remoção e lamentando a saída do vice-presidente Carlos Minc (PSB) do colegiado[2][3].
Outra mudança relevante ocorre na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, anteriormente presidida por Renata Souza (PSOL) há três anos. A nova composição inclui titulares como Sarah Poncio (SDD), Índia Armelau (PL), Zeidan (PT), Carla Machado (PSD) e Franciane Motta (Pode), com a presidência prevista para Sarah Poncio e vice-presidência para Índia Armelau[1][2]. Entre os suplentes da comissão foi incluído o deputado Rodrigo Amorim (PL), contra quem Souza protocolou uma denúncia de violência política na Alerj[2].
Douglas Ruas justificou as alterações como "estrito cumprimento do regimento interno da Casa", afirmando que as mudanças foram discutidas no Colégio de Líderes e que a correção visa garantir a aplicação do regimento, sem retaliações[2][4]. A oposição, no entanto, critica as mudanças como retaliação política, especialmente após a remoção de lideranças de esquerda de colegiados estratégicos[4]. Apesar das alterações, a Comissão de Direitos Humanos e Cidadania segue funcionando normalmente, conforme afirmado pela deputada Dani Monteiro[2].
A reorganização atinge também a Comissão de Emendas Constitucionais e Vetos, com membros titulares como Chico Machado (PL), Alexandre Knoploch (PL), Rodrigo Amorim (PL), Dionísio Lins (PP) e Luiz Paulo (PSD), enquanto Marcelo Dino (PL), Pedro Brazão (União), Samuel Malafaia (PL) e Jorge Felippe Neto (PL) integrarão a comissão como suplentes[1].
