O Rio de Janeiro é a sede do 1º Seminário Nacional das Rodas de Samba, um evento de três dias organizado pelo Ministério da Cultura (MinC) que reúne pesquisadores, gestores públicos, lideranças culturais e representantes de rodas de samba de todo o Brasil[1][2]. O encontro, realizado entre 22 e 24 de junho de 2026 no Palácio Gustavo Capanema, no Centro da cidade, tem como objetivo central debater os desafios, a economia criativa e o papel dessas manifestações na vida cultural brasileira[1][2].

Marcio Tavares, ministro da Cultura interino, destacou que as rodas de samba constituem uma vasta rede de produção cultural e são fundamentais para a preservação das tradições afro-brasileiras[1][2]. Segundo Tavares, mais do que apresentações musicais, as rodas são ambientes de convivência, memória, educação popular e geração de emprego e renda, mantendo viva uma tradição cultural com mais de 100 anos que envolve comunidades inteiras[1][2].

A programação do seminário aborda temas como patrimônio cultural, memória, identidade, ocupação dos espaços públicos, desenvolvimento territorial e políticas públicas para o setor[1][2]. O evento inclui debates com nomes de destaque como Helena Theodoro, Tadeu Kaçula, Nei Lopes, Nilcemar Nogueira e Zé Luiz do Império[1][2]. Dorina Barros, responsável pelo Encontro Nacional de Mulheres nas Rodas de Samba, reforçou a importância econômica e social das rodas nos territórios onde acontecem[1][2].

O seminário encerrou suas atividades no Clube Renascença, no bairro do Andaraí, com uma mesa de debates seguida de feijoada e roda de samba em homenagem à histórica sambista carioca Tia Surica[1][7]. Durante o encerramento, o MinC anunciou um edital inédito de R$ 400 mil para o setor, além de uma carta de propostas para o fortalecimento das rodas de samba[7].

Para mais informações sobre o evento e as novas políticas públicas, consulte as redes sociais oficiais do Ministério da Cultura[1][2].