O senador Romário (PL-RJ) anunciou, em sessão remota do Senado nesta terça-feira (30), que devolverá aos cofres públicos todo o salário recebido durante o período da Copa do Mundo, enquanto acompanha o Mundial nos Estados Unidos como comentarista na CazéTV. Ele também esclareceu que não pediu licença de seu mandato para poder votar a favor do fim da escala 6x1, caso a PEC que altera a jornada de trabalho seja pautada no plenário[2].
“O dia da votação ainda não foi marcado. Por esse compromisso que assumi, de votar favoravelmente a essa matéria, decidi não tirar licença do Senado nesse período da Copa do Mundo”, afirmou Romário[2]. O Mundial na América do Norte começou em 11 de junho e termina em 19 de julho. O senador está nos EUA trabalhando como comentarista e, nesta terça, também defendeu uma coluna no jornal O Globo, onde publica análises pós-jogos da seleção brasileira[2].
Romário explicou que a tecnologia moderna permite que se conecte por vídeo e vote remotamente, como fez nesta sessão, usando o aplicativo Infoleg do Congresso[2]. “Meu compromisso com os trabalhadores é sagrado, estando em Brasília, nos Estados Unidos ou em Marte”, disse[2]. Ele comunicou à secretaria-geral da Mesa do Senado que abrirá voluntariamente do seu salário de R$ 46 mil durante todo o período da Copa, e que qualquer pagamento recebido será devolvido[2].
As sessões do Senado têm sido semipresenciais, permitindo que parlamentares votem por meio do app próprio e participem por videoconferência[2]. Além de acompanhar os jogos do Brasil, Romário ainda precisa participar remotamente das sessões do plenário e das discussões das comissões de Esporte e de Assuntos Sociais[2]. O anúncio foi feito após críticas por ter permanecido recebendo o salário mensal sem afastar do mandato, embora tenha trabalhado apenas dois meses em 2026 antes de embarcar para a Copa, após licença de dezembro a abril[1].
Fonte: Notícias ao Minuto – Política.
