Evelyne dos Santos Gonçalves, apontada pela Polícia Civil como principal responsável pelo evento de rope jump que terminou na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, disse em depoimento que não participa de atividades operacionais porque tem 'muito medo' e não possui qualificação técnica para dar respostas sobre o esporte.
De acordo com o depoimento à delegada Andréa Levy, Evelyne, de 43 anos, atuava apenas na recepção, cadastro dos participantes e organização da fila de espera durante os eventos. Ela também gerenciava as redes sociais da empresa informal 'Entre Cordas', editando vídeos e postando conteúdos para viralizar, mas afirmou que não fazia parte de nada operacional e sempre destacava em suas redes seu medo e falta de qualificação técnica [1][2].
Maria Eduarda, de 21 anos, morreu no último dia 13 de junho após ser lançada sem corda de proteção da Ponte do Esqueleto, na divisa entre Limeira e Cordeirópolis (SP), de uma altura de aproximadamente 40 metros. Ela sofreu politraumatismo e não resistiu aos ferimentos, morrendo no local [1][8].
Seis pessoas foram presas no caso: três instrutores (Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32; Maicon Fernandes Cintra, de 42; e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27) presos em flagrante logo após a morte, e três membros da equipe organizadora (Evelyne, João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva, de 35, e Gabriel Barros Martins, de 30) presos temporariamente no sábado (20/6). Os três últimos são suspeitos de apagar conteúdos digitais relevantes e de desaparecer com a câmera GoPro que estava presa à vítima durante o salto [1][2].
A Polícia Civil enviou pedido à Justiça para estender as prisões temporárias de Evelyne e seus colegas de 5 para 30 dias, até que o inquérito seja concluído. Os instrutores tiveram a prisão em flagrante convertida para preventiva após audiência de custódia [1][2].
Dois dias após a morte, autoridades federais e prefeituras de Limeira e Cordeirópolis discutiram medidas para impedir novos acessos à Ponte do Esqueleto, incluindo a possível demolição da estrutura. Os prefeitos apoiam a retirada da ponte e reforçarão os bloqueios existentes. Em Limeira, a prefeitura retomou ações para fechar acessos irregulares e reabrirá uma vala que havia sido aterrada sem autorização [1].
Maria Eduarda morava em Jandira (Região Metropolitana de São Paulo), tinha formação em educação física e gestão esportiva, e trabalhava em uma academia de musculação. A empresa publicou mensagem de luto após a tragédia [1][10].
