João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva, um dos três homens presos por envolvimento na morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, foi identificado pela Polícia Civil como o responsável por retirar a câmera GoPro acoplada ao braço da vítima após o salto de rope jump que terminou em queda livre de quase 40 metros na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), no sábado (13/6).
Maria Eduarda morreu no local após ser lançada sem corda de segurança, sofrendo politraumatismo. A câmera, usada para captar imagens em movimento durante o salto, não foi encontrada até o momento, apesar de buscas e mandados de apreensão contra os suspeitos[1][2].
João Antônio, Gabriel Barros Martins e Evelyne dos Santos Gonçalves foram presos no sábado (20/6) e permanecem detidos temporariamente por cinco dias. A Polícia Civil já solicitou à Justiça a extensão das prisões para 30 dias, até o término do inquérito[3][4].
Evelyne, que fazia parte da organização do evento, e João Antônio e Gabriel, que pertenciam ao grupo “Entre Cordas”, fugiram do local após a morte da jovem, mas foram localizados com apoio do helicóptero Águia da Polícia Militar[5][6].
Três instrutores — Maicon Fernandes Cintra (42), Luis Felipe Feliciano Egoroff (32) e Vitor de Freitas Gonçalves (27) — já foram autuados em flagrante por homicídio doloso com dolo eventual e tiveram a prisão convertida para preventiva no dia seguinte à tragédia[7][9].
Testemunhas afirmaram que uma pessoa retirou a câmera do braço da vítima, o que intensificou as investigações sobre possível fraude processual. A investigação aponta indícios de que conteúdos digitais relevantes foram excluídos pelos suspeitos[3][4].
Conforme publicação do Metrópoles, os instrutores negaram o sumiço intencional da GoPro, mas a polícia intensificou as buscas após os relatos. A câmera ainda não foi recuperada, apesar das ordens de busca e apreensão contra João Antônio, Gabriel e Evelyne[3].
Dois dias após a morte de Maria Eduarda, autoridades federais e municipais discutiram medidas para impedir novos acessos à Ponte do Esqueleto, incluindo a possibilidade de demolição da estrutura. Os prefeitos de Limeira e Cordeirópolis apoiaram a retirada da ponte e reforçaram os bloqueios existentes[1][6].
Maria Eduarda, residente de Jandira (SP), tinha formação em educação física e gestão esportiva, trabalhava em uma academia de musculação e costumava compartilhar rotinas de treino em seu Instagram. Pouco antes do salto, ela publicou uma foto da ponte com a mensagem: “Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte?”[7].
A empresa que realizou o evento não colocou a corda de segurança que deveria segurar a jovem, que acreditava estar presa ao equipamento. A morte foi constatada no local por politraumatismo, e pessoas no local realizaram manobras de reanimação até a chegada do SAMU[8][9].
O caso causou forte comoção na cidade e entre praticantes de esportes radicais, com pelo menos cinco pessoas ligadas ao evento sendo investigadas por falhas nos protocolos de segurança e responsabilidade dos organizadores[2].
Com a prisão de mais três suspeitos e a identificação de quem retirou a câmera, a Polícia Civil avança nas investigações para esclarecer todas as circunstâncias da tragédia e possíveis crimes adicionais, como fraude processual[3][4].
