Mais de 384 mil eleitores de Roraima estão aptos a votar neste domingo (21), para escolher o novo governador em um mandato tampão que termina em janeiro de 2027. A votação ocorre entre 8h e 17h, no horário local, em cerca de 1.500 seções eleitorais distribuídas por 350 locais de votação nas nove zonas eleitorais do estado[1].
A eleição suplementar foi convocada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após a cassação, em 30 de abril, dos mandatos do então governador Antonio Denarium (Republicanos) e do vice Edilson Damião (União Brasil), que assumiria o cargo após a renúncia de Denarium[3]. A chapa foi condenada por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, com práticas envolvendo entrega de cestas básicas e repasses de verbas a municípios sem respeitar as regras legais[1][3].
A disputa deste domingo conta com três chapas: Arthur Henrique (PL), apoiado pelo ex-governador cassado e ex-prefeito de Boa Vista; Soldado Sampaio (Republicanos), atual governador interino e presidente da Assembleia Legislativa; e Nelita Frank (PT), representante da oposição local[3][4].
Arthur Henrique, que conquistou 60,87% dos votos válidos (160.004 votos), disputou a eleição com candidatura sub judice (em julgamento), pois seu registro foi rejeitado pelo TRE-RR por não cumprimento do prazo de desincompatibilização[3][4]. Embora tenha obtido maioria absoluta, ele não foi declarado eleito, e a proclamação definitiva do resultado depende da conclusão do julgamento pelos tribunais competentes[3][4]. Enquanto isso, Soldado Sampaio permanece no exercício interino do cargo de governador[4].
No segundo lugar, ficou a chapa de Soldado Sampaio, com 35,72% dos votos (93.897 votos), enquanto Nelita Frank obteve 3,40% (8.948 votos)[3]. A Justiça Eleitoral encerrou a apuração dos votos neste domingo, e o Teste de Integridade das urnas eletrônicas foi concluído com sucesso[4][7].
Adicionalmente, cinco municípios do país — Reginópolis (SP), Tuiuti (SP), Joviânia (GO), Amparo da Serra (MG) e Bonito de Minas (MG) — também realizam eleições complementares para prefeitos e vice-prefeitos em mandatos tampão até janeiro de 2029, após cassação dos gestores eleitos em 2024[1].
