Rússia e Ucrânia trocaram 160 prisioneiros de guerra de cada lado nesta sexta-feira (26), conforme anúncio oficial do Ministério da Defesa russo[1]. Nas redes sociais, o ministério russo afirmou que “160 militares russos retornaram” e que “160 prisioneiros de guerra ucranianos foram devolvidos em troca”[1].
As trocas de prisioneiros de guerra continuam a ser uma das poucas áreas de cooperação entre os dois países desde o início da invasão russa em fevereiro de 2022, e representam o único resultado tangível das negociações lideradas pelos Estados Unidos para pôr fim à guerra[1]. A última troca significativa, envolvendo 205 prisioneiros de cada lado, ocorreu em 15 de maio, uma semana após o presidente Donald Trump anunciar uma grande operação mediada entre as duas nações[1].
Esta nova operação de 160 por 160 prisioneiros é considerada a primeira fase de um acordo mais amplo para a troca de 1.000 militares de cada país, vinculado ao cessar-fogo de 3 dias intermediado pelos EUA em maio[2]. Os Emirados Árabes Unidos desempenham um papel crucial de mediação em várias rodadas anteriores de trocas, facilitando o acordo entre Rússia e Ucrânia[2][3].
Segundo o Ministério da Defesa russo, os militares russos libertados foram levados para Belarus, onde recebem atendimento médico e psicológico imediato, antes de serem transferidos para a Rússia para tratamento e reabilitação prolongada[2]. A operação reforça que, apesar dos combates contínuos e da ausência de progressos significativos nas negociações de paz mais amplas, os dois países têm mantido operações regulares de repatriamento de militares capturados[3].
Além da troca de prisioneiros, não houve anúncio de avanços substantivos em outras frentes do conflito, e a situação permanece incerta, embora os esforços diplomáticos continuem sendo monitorados[4].
