Aos 45 anos, Sabrina Sato e aos 44, Gisele Bündchen, as duas celebridades reabriram um debate que muitas mulheres se fazem atualmente: existe algo que possa ser feito para aumentar as chances de engravidar após os 40? Os anúncios recentes de gravidez das duas mostram que a biologia não é um destino fechado, mas a ciência alerta que a fertilidade diminui de forma gradual e que a alimentação é uma das ferramentas mais estudadas e subestimadas para apoiar esse processo[1][4].
Biologicamente, a reserva ovariana (quantidade de óvulos) e a qualidade desses óvulos diminuem desde o nascimento, com uma queda mais significativa na qualidade após os 35 anos, ligada a alterações genéticas que aumentam a dificuldade de engravidar e o risco de aborto espontâneo[1]. A qualidade do óvulo que será ovulado hoje foi construída nos últimos três meses, baseada no que o corpo recebeu nesse período, sendo diretamente afetada por processos inflamatórios, oxidativos e metabólicos[1][4].
Dieta rica em nutrientes antioxidantes e anti-inflamatórios, como a dieta mediterrânea adaptada para fertilidade, tende a melhorar parâmetros reprodutivos, enquanto excesso de gordura saturada e açúcar prejudica a fertilidade[1][2]. Nutrientes essenciais incluem antioxidantes (vitamina C, E, frutas vermelhas como morango e mirtilo), ômega-3 (peixes de água fria, chia, linhaça, nozes), vitamina D e ácido fólico, que melhoram a qualidade do óvulo e a receptividade do endométrio[1][2][3]. Minerais como zinco e selênio também atuam como antioxidantes, protegendo contra o estresse oxidativo[1][3].
É importante destacar que nenhum alimento, sozinho, reverte o relógio biológico, mas um padrão alimentar de qualidade mantido consistentemente cria condições favoráveis para o amadurecimento dos óvulos dentro do limite da idade[1][5]. O planejamento alimentar para quem deseja engravidar deve começar com antecedência mínima de três meses, tempo de maturação do óvulo[1]. Os casos de Sabrina e Gisele ilustram que estilo de vida, alimentação e acompanhamento médico se somam para permitir que cada vez mais mulheres vivam a maternidade após os 40 com plenitude[1][4].
