Sistema Cantareira atinge faixa de alerta; abastecimento pode ser afetado
A partir desta quarta-feira, o Sistema Cantareira, principal manancial de água da Grande São Paulo, entra em operação de alerta após registrar volume útil de 39,87%. A decisão foi anunciada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e pela Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas), que estipulam que a Sabesp está autorizada a retirar até 27 metros cúbicos por segundo (m³/s) da água. A medida busca prevenir escassez nos próximos meses, dada as condições hídricas atualizadas do sistema.
O volume útil do Cantareira já registra uma queda em comparação com junho do ano passado, que foi de 47,33%. Em maio deste ano, o sistema chegou a registrar 40,52% de útil, um desempenho ligeiramente inferior ao atual. A gestão conjunta está monitorando rigorosamente os níveis para evitar situações graves no futuro.
CNH e abastecimentoEm caso de persistência dos índices na faixa de alerta por mais sete dias, as medidas poderão ser implementadas. Isso incluirá a aplicação da Gestão de Demanda Noturna (GND), um sistema que reduzirá a pressão na rede de abastecimento em horários de menor consumo.
Perspectivas regionais
As zonas de baixo risco neste cenário incluem Vila Prudente e Penha, enquanto Água Comprida encontra-se nas regiões de maior preocupação. A SP Águas orienta a população a adotar práticas conscientes de uso da água para evitar penalidades ou limitações em casos perversos.
Economia doméstica
Consumidores residenciais não devem se preocupar, no entanto. A Sabesp assegura que já possui um plano estratégico preparado para enfrentar eventualidades e evitar racionamentos na maior parte da população de São Paulo.
- Cerca de 50 municípios do estado estão sob risco mais elevado.
Perguntas Frequentes
Vai haver cortes no abastecimento?
Não, porém medidas preventivas devem ser adotadas em caso de persistência dos índices de volume útil. As orientações do poder público são para uso consciente e racional da água.
Afastará a Sabesp a oferta para locais mais vulneráveis?
Não, mas a Sabesp está prevendo cenários para minimizar impactos em zonas de baixa renda. A orientação é que essas regiões estejam atentas e reduzam o consumo sem afetar suas rotinas normais.
conforme informação divulgada por POLÍTICA
