A SLC Agrícola exerceu nesta quinta-feira (26) seu direito de preferência para adquirir o "Bloco Mato Grosso", um conjunto de propriedades rurais da Radar — empresa de terras agrícolas controlada pela Cosan e pela gestora americana Nuveen — que estava à venda. A transação, realizada na modalidade porteira fechada e de caráter indivisível, soma R$ 1,85 bilhão e envolve 41,2 mil hectares em Mato Grosso, dos quais cerca de 28,8 mil são agricultáveis.
A SLC já operava, sob contrato de arrendamento, 17,6 mil hectares da área. Para garantir a compra, a empresa precisou cobrir uma proposta apresentada pelo Grupo Bom Futuro, uma das maiores produtoras de soja do país, comandada pelos irmãos Eraí, Eleusmar e Fernando Maggi Scheffer. Conforme noticiado pelo site The Agribiz, a SLC tinha o direito de preferência por já arrendar parte da área, o que lhe permitiu igualar as condições oferecidas pelo concorrente.
O pagamento será dividido em duas parcelas: um sinal de R$ 700 milhões será depositado em conta vinculada (escrow) em até cinco dias úteis, corrigido por 100,25% do CDI; o saldo de R$ 1,15 bilhão será quitado na lavratura das escrituras públicas, prevista para até 30 de outubro de 2026. A operação depende de aprovação do Cade, se aplicável.
A decisão sinaliza uma mudança estratégica na SLC, que historicamente prefere arrendar terras a comprar. A exceção indica que a área é estratégica para a operação. Para a Cosan, a venda é mais um passo no processo de reciclagem de ativos e redução de alavancagem conduzido pelo grupo de Rubens Ometto. A fatia negociada corresponde a 12% do portfólio de terras da Radar, que administra cerca de 306 mil hectares em oito estados.
Fonte original: InvestNews – Negócios.
