Um combatente brasileiro de Mato Grosso, Arisson Benevides White, conhecido pelo apelido de Periquito, relata ter sido agredido fisicamente durante um treinamento militar na Ucrânia após questionar a aplicação de punições excessivas a recrutas. O soldado, natural de Cáceres (MT), está internado em um hospital ucraniano após ser atingido na nuca com uma pedrada, ficando desacordado no episódio que ocorreu em um campo de reciclagem da tropa[1][2].
De acordo com o próprio relato de Arisson, gravado em vídeo no hospital e divulgado em suas redes sociais, a confusão começou quando ele e outro veterano, identificado como Sasha, questionaram a postura dos instrutores durante um treinamento de quatro dias[1][2]. O combatente afirma que possuía um atestado médico que o isentava de exercícios físicos intensos devido a sequelas de ferimentos anteriores na guerra, mas foi forçado a realizar as atividades e, ao reclamar, foi agredido por uma instrutora e posteriormente atingido na nuca por um homem[2].
Além da agressão física, Arisson relatou ter presenciado excesso de punições, conflitos internos e situações que considera incabíveis no ambiente militar ucraniano, citando abusos de autoridade[5]. O perfil oficial do 2º Batalhão Falcon, unidade à qual Arisson pertence, confirmou que o militar está hospitalizado e que a unidade acompanha o caso, enquanto a 159ª Brigada do Exército Ucraniano informou que está monitorando a ocorrência e adotará as medidas cabíveis[1][2]. Outros brasileiros integrando as forças ucranianas também expressaram indignação com a agressão sofrida por Periquito, que afirma ter dado seu sangue pela Ucrânia e que está vivo apesar do grave ferimento[3][4][10].
