Sóstenes Cavalcante, Líder do PL, Vê 'Perseguição Política' em Investigação da PF sobre Verba Parlamentar

O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do Partido Liberal na Câmara dos Deputados, classificou como "perseguição" a investigação da Polícia Federal (PF) que apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos. A apuração foca em contratos de locação de veículos custeados com verba parlamentar.

A operação, deflagrada na quarta-feira, 1º de novembro, cumpriu mandados de busca e apreensão contra advogados e outras pessoas ligadas ao parlamentar. Embora Sóstenes não tenha sido alvo direto da ação, ele afirmou publicamente que as investigações possuem uma clara motivação política.

O parlamentar do PL nega veementemente qualquer irregularidade e garante que todos os contratos firmados por seu gabinete respeitaram as normas da Câmara. Sóstenes atribui o início da investigação à sua ascensão à liderança do maior partido de oposição, conforme informação divulgada por Revista Oeste – Política.

A Reação do Líder do PL e a Negação de Irregularidades

Em coletiva de imprensa, o deputado Sóstenes Cavalcante rejeitou qualquer envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro, reiterando que os contratos de aluguel de veículos de seu gabinete cumpriram rigorosamente as regras da Casa Legislativa. Ele defende que a ação da PF tem um claro viés político.

"Quando se anuncia que eu seria o líder do PL, começa-se um processo de investigação", declarou o deputado. Ele acrescentou: "É uma clara perseguição por eu ser o líder do maior partido de oposição na Câmara", evidenciando sua percepção sobre a motivação da apuração.

Sóstenes Cavalcante disse não temer o avanço das investigações da Polícia Federal. O líder do PL expressou confiança de que a apuração demonstrará a legalidade de sua atuação e sugere que a investigação busca principalmente desgastar sua imagem e a do Partido Liberal.

Detalhes da Operação Galho Fraco 2 e Rent a Car

A operação deflagrada nesta semana foi batizada de Galho Fraco 2, sendo a terceira fase da Operação Rent a Car, iniciada em 2024. A Polícia Federal levanta a suspeita de que empresas de locação de veículos teriam simulado contratos de prestação de serviços para receber recursos da cota parlamentar.

Conforme as investigações da PF, pessoas ligadas aos deputados supostamente movimentaram recursos desviados por meio desses contratos fraudulentos. A fase atual da operação teve como foco principal advogados e indivíduos próximos aos investigados, buscando desvendar o alcance do esquema.

Até o presente momento, a Polícia Federal não apresentou denúncia formal nem houve qualquer decisão judicial que determine eventual responsabilidade criminal dos envolvidos. A investigação prossegue, com o objetivo de aprofundar as apurações sobre os desvios.

Perguntas Frequentes

O que Sóstenes Cavalcante alega sobre a investigação da PF?

Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do Partido Liberal na Câmara, classifica a investigação da Polícia Federal como "perseguição política". Ele alega que a apuração sobre o suposto desvio de verba parlamentar para locação de veículos tem motivação eleitoral, especialmente após sua ascensão à liderança da oposição.

Qual o foco da Operação Galho Fraco 2?

A Operação Galho Fraco 2 é a terceira fase da Operação Rent a Car e investiga um suposto esquema de desvio de verba parlamentar através de contratos simulados de locação de veículos. A PF suspeita que empresas e pessoas ligadas a deputados movimentaram recursos desviados, com foco recente em advogados e pessoas próximas aos investigados.

Sóstenes Cavalcante foi alvo direto de mandados de busca e apreensão?

Não, o deputado federal Sóstenes Cavalcante não foi alvo direto de mandados de busca e apreensão na Operação Galho Fraco 2. No entanto, a ação da Polícia Federal cumpriu mandados contra advogados e pessoas ligadas ao parlamentar, que nega qualquer irregularidade e defende a legalidade de seus contratos.

Houve alguma denúncia formal ou condenação na Operação Rent a Car?

Até o momento, a Polícia Federal não apresentou denúncia formal contra Sóstenes Cavalcante ou qualquer outro envolvido na Operação Rent a Car. Não houve também decisões judiciais sobre eventual responsabilidade criminal dos investigados, e a apuração permanece em andamento.