O token UNI, da exchange descentralizada Uniswap, foi incluído na cobertura de pesquisa do Standard Chartered, com uma projeção audaciosa: o ativo pode atingir US$ 100 até o final de 2030. Considerando o preço de negociação próximo a US$ 2,72–2,93 em meados de junho de 2026, essa cotação representa uma valorização de aproximadamente 40 vezes em relação aos níveis atuais[3][10].

A tese do banco britânico está fundamentada no crescimento acelerado da tokenização de ativos — processo que transforma bens tradicionais em versões digitais registradas em blockchain — e na migração de parte significativa desses ativos para o universo das finanças descentralizadas (DeFi)[3]. Segundo as estimativas do Standard Chartered, o valor total bloqueado (TVL) em protocolos DeFi pode saltar de cerca de US$ 340 bilhões (em junho de 2026) para US$ 2,7 trilhões em 2028, um crescimento de 37 vezes[3]. A parcela de ativos tokenizados ativos em DeFi é projetada para subir de 3,5% a 30% até 2030, impulsionando a demanda por plataformas de negociação como a Uniswap[3].

Geoffrey Kendrick, chefe global de pesquisa de ativos digitais do banco, destaca que, se a Uniswap conseguir comercializar tarifas suficientes (com a ativação do "fee switch") e estabelecer parcerias estratégicas com o setor de finanças tradicionais (TradFi), seu múltiplo de capitalização de mercado em relação às taxas de transação provavelmente aumentará[3]. A ativação do fee switch, aprovada no final de 2025, já gerou a destruição programática de aproximadamente 100 milhões de tokens UNI, reduzindo a oferta total de 1 bilhão para cerca de 895 milhões, com oferta circulante de 622 milhões[3][7].

O Standard Chartered estabeleceu metas anuais progressivas para o UNI: US$ 6,50 em 2026, US$ 20 em 2027, US$ 40 em 2028, US$ 65 em 2029 e, finalmente, US$ 100 em 2030[3]. Embora analistas de mercado apresentem cenários mais conservadores — com metas de US$ 50 em 2030 sendo consideradas plausíveis, mas não garantidas —, a projeção de US$ 100 é vista como um cenário extremamente otimista, dependente de adoção exponencial do DeFi, regulação favorável e dominância sustentada da Uniswap no setor[4][5].

DeFi, ou finanças descentralizadas, refere-se ao conjunto de aplicações financeiras construídas em blockchain, incluindo serviços como empréstimos, investimentos, negociações e pagamentos sem a necessidade de intermediários tradicionais[3]. A migração de ativos tokenizados para esse ecossistema é considerada o principal catalisador para o crescimento da demanda por infraestrutura como a da Uniswap, uma das principais redes de negociação descentralizada do mercado[3].