A empresa Starlink, de internet via satélite vinculada à SpaceX e comandada por Elon Musk, anunciou nesta quarta-feira (25/6) que fornecerá serviços de internet gratuitamente em áreas da Venezuela atingidas por terremotos devastadores. O benefício será mantido até 25 de julho, com o objetivo de restaurar a conectividade nas regiões mais afetadas pela tragédia, que deixou centenas de mortos e causou grandes danos à infraestrutura do país[1][2].

A companhia confirmou que trabalha para implantar rapidamente terminais Starlink e restabelecer a conexão nas zonas de maior impacto. Para clientes ativos, o crédito será adicionado automaticamente às contas, sem necessidade de qualquer trâmite. Usuários que cancelaram o serviço também receberão o crédito, o que permitirá reativar sua conexão. Novos clientes que adquiram um kit Starlink nas zonas damnificadas devem contactar o suporte após a compra para acessar o benefício. Além disso, equipamentos danificados pelos sismos poderão ser substituídos gratuitamente[1][6].

Dois terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 atingiram a Venezuela na quarta-feira (24/6), separados por menos de um minuto, por volta das 18h (horário local). O primeiro sismo ocorreu perto de San Felipe, com profundidade de 21,9 km, e apenas 39 segundos depois um segundo tremor, de maior magnitude, foi detectado próximo a Yumare[1]. O governo venezuelano decretou estado de emergência, fechou o principal aeroporto e declarou o estado de La Guaira, a área mais afetada, como "zona de desastre". Números atualizados do governo indicam que ao menos 235 pessoas morreram e mais de 1.500 ficaram feridas; o Ministério das Relações Exteriores do Brasil confirmou que dois brasileiros estavam entre os mortos[1].

Em paralelo, a empresa estatal venezuelana de telecomunicações CANTV também anunciou que fornecerá internet gratuitamente. O governo de Delcy Rodríguez liberou o acesso à rede social X, que estava bloqueada no país desde 2024. O Brasil, em missão humanitária, enviou 13 bombeiros de Minas Gerais para atuar na Venezuela, e o governo federal informou como funciona a ajuda humanitária que será enviada ao país[1].

Venezuelanos que sobreviveram aos sismos relatam a tensão do momento: "Era algo que não terminava". Imagens mostram a destruição de prédios inteiros e milhares de pessoas nas ruas de Caracas, em busca de informações e socorro[1].