O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve tomar na próxima semana a decisão sobre o local de cumprimento da prisão preventiva de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro e dono do Banco Master. Atualmente, Vorcaro está detido na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília, onde permanecia desde março para facilitar o acesso de advogados e a articulação de sua delação premiada[1][2].
Segundo informações do blog do jornalista Teo Cury, da CNN Brasil, a tendência é que Mendonça mantenha o ex-banqueiro no local, embora a transferência para um presídio comum não esteja descartada[1]. A permanência na sede da PF em Brasília seria uma forma de facilitar a negociação em torno de uma eventual terceira versão da proposta de delação premiada, que já foi rejeitada duas vezes pela PF e pela Procuradoria-Geral da República (PGR)[1][2].
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, já se manifestou contra a prisão domiciliar de Vorcaro e contra a nova versão da proposta de delação, argumentando que não houve fatos novos que justificassem a alteração do regime[2]. Gonet sustenta que cabe ao tribunal definir o local de cumprimento da prisão preventiva, levando em conta o risco que o ex-banqueiro oferece[2].
Apesar da PF ter sugerido, na semana passada, que Vorcaro deixe a cela da superintendência após a segunda rejeição de sua proposta, o imbróglio se dá pela falta de alternativas viáveis para abrigar o executivo fora da Superintendência da PF em Brasília[1]. Principais opções do sistema penitenciário, como a Papudinha e a Penitenciária Federal de Brasília, enfrentam obstáculos para a transferência do ex-controlador do Banco Master[1].
Nas últimas duas semanas, a PF decidiu dar uma segunda chance ao banqueiro, retomando as conversas e, nesta quarta-feira, Vorcaro apresentou uma nova proposta de delação[1]. A definição sobre onde Daniel Vorcaro permanecerá preso está agora nas mãos do ministro André Mendonça, do STF[4][6].
