O Supremo Tribunal Federal (STF) reiniciará em agosto o julgamento que define o modelo de eleição para governador do Rio de Janeiro, após o ministro Flávio Dino devolver os autos e liberar o tema para discussão no plenário[3].
Em março, o então governador Cláudio Castro (PL) renunciou um dia antes de ser condenado e cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), enquanto seu vice, Thiago Pampolha, também renunciou para assumir cargo no Tribunal de Contas do Estado[1]. Com a dupla vacância, o governo passou a ser exercido interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Couto[1][4].
O principal ponto em análise é se a eleição será direta, com participação da população, ou indireta, realizada pelos deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj)[1][2]. O PSD, partido do prefeito Eduardo Paes, acionou o STF defendendo eleição direta, alegando que a renúncia de Castro foi manobra para evitar o pleito popular[4].
Até o momento, o placar do julgamento é de 4 a 1 pela eleição indireta: os ministros Luiz Fux, André Mendonça, Nunes Marques e Cármen Lúcia votaram nesse sentido, enquanto Cristiano Zanin defendeu a eleição direta[1][3]. Em caso de eleição indireta, a Alerj elegeria um novo presidente, que assumiria o governo interinamente até a sucessão em 2027[1].
A decisão do STF pode influenciar a dinâmica de tensão entre a Corte e o TSE nas eleições de 2026 e será retomada apenas após o recesso de julho, no início do período eleitoral[3]. Enquanto não houver decisão final, permanece em vigor a liminar de Zanin que suspende a lei estadual que previa eleição indireta[4].
Fonte original: Carta Capital – Política.
