STF vê discurso extrema de Flávio sobre urnas como inédito. Kassio minimiza impacto e reforça confiabilidade das eleições.

Pelo menos três ministros do STF avaliam que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma guinada extremista ao espalhar desinformação sobre as urnas eletrônicas, inspirado pelo governo americano. Já Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, vê as afirmações do parlamentar como menos graves que as feitas pelo seu pai durante a campanha de 2022.

Flávio Bolsonaro sobre urnas eletrônicas

Em uma palestra promovida pela consultoria Novo Selo Comunicação e pelo site The Brazilian Report, o senador falou sobre a possibilidade de fraudes nas eleições venezuelanas e indicou similaridade com as urnas brasileiras fornecidas pela Smartmatic. O STF vê a comparação como absurda e potencialmente prejudicial.

Kassio minimiza impacto

Criticos de Kassio no STF argumentam que suas declarações não podem ser minimizadas e alertam sobre possibilidade de interferências externas na eleição. O presidente do TSE, no entanto, vê diferenças entre as afirmações recentes de Flávio e as do pai Bolsonaro.

Contexto das declarações

Kassio disse que as afirmações de Flávio não são tão graves quanto as feitas pelo ex-presidente, especialmente porque o senador não questionou diretamente o sistema eletrônico durante um discurso para embaixadores. Em 21 de outubro, o STF publicou um esclarecimento antigo na seção 'Fato ou Boato' e republicou um vídeo do ministro defendendo a confiabilidade das urnas.

Perguntas Frequentes

Flávio Bolsonaro vai ser proibido de concorrer às eleições após estas declarações?

Não. Para que tenha inelegibilidade, Flávio teria que afirmar ou fazer algo grave que suscite suspeitas infundadas.

Kassio vê declarações como minimamente graves?

De acordo com as afirmações de Kassio em interlocutores, as declarações são menos graves do que as do pai durante a campanha eleitoral.

E se a Smartmatic realmente venderu equipamentos para urnas brasileiras?

Fato comprovado pelo TSE: a empresa perdeu a licitação e nunca vendeu aparelhos para o Brasil. As afirmadas comparações podem minar confiança nas eleições.