A Suprema Corte dos Estados Unidos eliminou nesta terça-feira, 30 de junho de 2026, os limites sobre quanto partidos políticos podem gastar em coordenação com candidatos ao Congresso e à presidência, derrubando uma lei eleitoral federal com mais de 50 anos criada na era do escândalo Watergate[1][4]. A decisão, por 6 votos a 3, foi comemorada pelo presidente Donald Trump, que a classificou como uma "grande vitória para os republicanos e, mais importante, para a Primeira Emenda"[2].
O caso foi liderado por membros do Partido Republicano, incluindo o vice-presidente JD Vance, que ainda como candidato ao Senado por Ohio contestou os limites de coordenação de campanha, argumentando que violavam a liberdade de expressão protegida pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA[1][3]. O juiz conservador Brett Kavanaugh, autor do parecer, afirmou que "o texto constitucional, a história e os precedentes estabelecem que os limites de gastos coordenados por partidos políticos violam a Primeira Emenda"[2].
A decisão permite que comitês partidários repassam volumes maiores de dinheiro a campanhas, o que especialistas alertam poder favorecer os republicanos nas eleições legislativas de novembro, as midterms, quando os norte-americanos votarão para eleger deputados da Câmara, senadores, governadores e representantes locais[3]. Enquanto os seis ministros conservadores formaram a maioria, os três liberais votaram contra, defendendo que a manutenção desses limites ajuda a evitar corrupção e a influência indevida de grandes financiadores no processo político[2][3].
A medida se junta a uma série de decisões da Suprema Corte norte-americana que vêm enfraquecendo as leis de financiamento de campanhas eleitorais desde 2010, quando a Corte derrubou os limites aos gastos independentes de empresas e sindicatos, abrindo caminho para uma enxurrada de dinheiro novo na política[2][3]. Em 2025, as restrições variaram de cerca de US$ 127 mil a US$ 3,9 milhões para candidatos ao Senado, e de cerca de US$ 63 mil a US$ 127 mil para candidatos à Câmara dos Representantes[2].
Fonte original: Metrópoles – Mundo.
