A Suzano concluiu nesta quarta-feira (1º) a aquisição de 51% da FamPro Tissue Holdings, fabricante de produtos de higiene, em transação realizada em parceria com a Kimberly-Clark e anunciada em junho do ano passado. A nova companhia atuará no segmento de produtos tissue, que inclui papel higiênico, toalhas de papel, guardanapos e lenços de papel[1]. Com o fechamento da operação, a Suzano passa a controlar a joint venture, que será rebatizada de Arbex[1].
De acordo com fato relevante divulgado ao mercado, a companhia desembolsou US$ 1,3 bilhão (cerca de R$ 6,7 bilhões) pela participação[1]. A nova companhia nasce com dívida líquida de aproximadamente US$ 1 bilhão, decorrente do financiamento contratado para viabilizar o negócio[1]. O valor final ainda está sujeito aos ajustes usuais desse tipo de operação[1].
A conclusão ocorreu após o cumprimento de todas as condições precedentes e demais atos de fechamento previstos no contrato assinado entre as empresas em junho de 2025[1]. Como parte do acordo, Suzano e Kimberly-Clark também firmaram um contrato de joint venture que estabelece as regras de governança, gestão e operação da Arbex[1]. As companhias celebraram ainda contratos de serviços de transição — pelos quais a Kimberly-Clark continuará prestando determinados serviços à nova empresa por um período limitado —, além de acordos de licenciamento de propriedade intelectual e outros instrumentos comerciais e operacionais[1].
A presidência do conselho de administração da Arbex ficará com Walter Schalka, ex-presidente da Suzano e atual conselheiro da companhia[1]. Completam o colegiado Carlos Aníbal Fernandes de Almeida Júnior, Fabricio Bloisi Rocha, Jeffrey Melucci e Nelson Urdaneta[1]. A presidência executiva caberá a Ehab Abou-Oaf, executivo com mais de três décadas de experiência no setor de bens de consumo e que atualmente lidera as divisões International Family Care e Professional da Kimberly-Clark[1]. Luís Bueno assume a diretoria de operações, Oscar Mousinho a diretoria financeira e Caroline Carpenedo a área de pessoas, sustentabilidade, comunicação e marca corporativa[1].
Segundo a Suzano, a transação está alinhada à estratégia de crescimento de longo prazo da companhia, baseada na criação de valor, na disciplina financeira e na expansão em negócios escaláveis nos quais acredita poder explorar suas vantagens competitivas[1].
Fonte original: InvestNews – Negócios.
