Estudantes do Centro Educacional Stella dos Cherubins Guimarães Trois levarão sua arte de colagem cênica à Sala Martins Pena, coroando mais de 20 anos de iniciativa cultural.
O prestigiado palco da Sala Martins Pena, no Teatro Nacional Claudio Santoro, ícone cultural de Brasília, prepara-se para receber um evento marcante em julho. Estudantes do Centro Educacional Stella dos Cherubins Guimarães Trois, localizado em Planaltina, terão a oportunidade única de apresentar o renomado projeto Anjos Cênicos.
Esta apresentação especial, fruto de um convite direto da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec), celebra mais de duas décadas de uma iniciativa que transforma a vida de jovens por meio das artes cênicas na rede pública. O projeto, que se tornou uma tradição na escola, culmina com este espetáculo no coração da capital.
A iniciativa, desenvolvida com paixão e dedicação há mais de 20 anos, não só encerra as atividades semestrais dos alunos, mas também projeta o talento da rede pública do DF para um dos palcos mais importantes do país, conforme informação divulgada por Metrópoles – Distrito Federal.
A Trajetória de um Sonho no CED Stella
O projeto Anjos Cênicos nasceu em 2003, idealizado pelo professor de Artes Cênicas Donizette Pitalurgh Ferreira, carinhosamente conhecido como Donne Pitalurgh. Desde então, sua visão de manter um grupo permanente de teatro na escola pública floresceu, mobilizando turmas inteiras a cada semestre e construindo uma rica herança cultural no CED Stella.
Ao longo de 23 anos, Donne Pitalurgh tem sido a força motriz por trás dessa atividade que transcende o ensino formal, transformando o desejo em realidade e proporcionando experiências artísticas inestimáveis. A construção das apresentações do Anjos Cênicos é um processo colaborativo que se inicia muitos meses antes dos ensaios finais.
No começo de cada semestre, uma articulação intensa entre alunos e professores de diferentes disciplinas ocorre. Eles se unem para reunir referências variadas, como poemas, músicas e textos, criando elementos que se tornarão parte integrante das inovadoras colagens cênicas que caracterizam o trabalho do projeto. Essa abordagem interdisciplinar enriquece a experiência de todos.
A Linguagem da Colagem Cênica
As apresentações do Anjos Cênicos são verdadeiras manifestações da linguagem da colagem cênica, um formato dinâmico que habilmente mistura diversas expressões artísticas. É um espetáculo onde elementos do coro grego se encontram com o teatro de sombras, e adaptações de poemas se fundem com letras de músicas.
Além disso, as montagens incorporam projeções de imagens, dança contemporânea, canto, a energia vibrante do hip hop e coreografias elaboradas com tecidos, criando uma experiência visual e sonora rica para o público. Essa fusão de estilos reflete a criatividade e o empenho dos alunos da rede pública do DF.
Nesta edição especial, o projeto reúne quatro turmas do ensino médio da escola, apresentando uma tetralogia intitulada “Pra Não Dizer Que Não Falamos de Flores”. As montagens individuais foram inicialmente exibidas na unidade escolar, entre 15 e 18 de junho, e agora serão cuidadosamente adaptadas para se unirem em uma única e grandiosa apresentação no Teatro Nacional.
Inclusão e Empoderamento no Palco
Um dos pilares do projeto Anjos Cênicos é a inclusão total dos estudantes. A proposta não se limita a selecionar apenas alguns para subir ao palco, em vez disso, todos os integrantes das turmas são convidados a participar ativamente, seja atuando nas cenas, integrando os coros ou participando das elaboradas coreografias.
Essa abordagem garante que todos os alunos da rede pública se sintam valorizados e parte fundamental do processo criativo. Eles podem ainda trabalhar com o teatro de sombras, contribuindo com a técnica, ou colaborar em diversos aspectos técnicos das apresentações, desde a iluminação até a cenografia. O objetivo é engajar cada aluno em sua potencialidade.
A ida ao Teatro Nacional representa um marco significativo para o projeto Anjos Cênicos e para a rede pública de Planaltina, proporcionando visibilidade e reconhecimento ao talento e dedicação de jovens artistas do Distrito Federal. É uma celebração da arte e da educação que ecoa por toda a comunidade.
