Em um avanço monumental para a astronomia, o telescópio espacial Euclid, da Agência Espacial Europeia (ESA), capturou a maior e mais detalhada imagem já feita do coração da Via Láctea em luz visível[2][3]. Divulgada oficialmente na quarta-feira (24/6), a fotografia revela mais de 60 milhões de estrelas aglomeradas no chamado bojo galáctico, a região central e mais brilhante da nossa galáxia, além de nebulosas e aglomerados estelares[2][3].

Para obter este registro inédito, o telescópio realizou 26 horas cumulativas de observação em março de 2025, combinando nove apontamentos da sua câmera de luz visível para o centro da galáxia[1][2][3]. Este feito não é apenas estético; representa um passo fundamental para a missão principal do Euclid, que é produzir o maior mapa tridimensional do Universo, ajudando os cientistas a estudar a matéria escura e a energia escura[5].

Os especialistas da ESA afirmam que este registro auxiliará astrônomos a confirmar a existência de exoplanetas descobertos recentemente[1]. A análise das mudanças de luminosidade dos corpos estelares nesta imagem permitirá medir a massa desses planetas com maior precisão[1]. Além disso, a nova imagem do Euclid será crucial para o futuro Telescópio Nancy Grace Roman, da NASA, que tem previsão de lançamento entre o fim de agosto e setembro de 2026, auxiliando-o na busca por novos mundos[1].

Esta captura de alta resolução, feita a 23 de março de 2025, destaca-se como a maior fotografia já obtida do centro galáctico, oferecendo uma visão incomparável da imensidão do cosmos[2][4][7].