164 mortos e 971 feridos são o balanço preliminar oficial após os dois terremotos consecutivos que atingiram a Venezuela na noite de quarta-feira (24/06), com magnitudes de 7,2 e 7,5[1][2]. A presidente interina Delcy Rodríguez confirmou os números, embora alertou que a região de La Guaira, a mais afetada, pode não estar totalmente incluída na contagem inicial[1].
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) estima que o número real de mortos possa variar entre 10 mil e 100 mil, considerando a alta exposição populacional e a precariedade das construções na área[1][2]. Enquanto o governo venezuelano não disponibiliza ferramentas oficiais para rastrear vítimas, a plataforma civil "Desaparecidos Terremoto Venezuela" relata a ausência de mais de 40 mil pessoas, cujos dados são inseridos diretamente pela população[1].
Os sismos, classificados como "terremotos gêmeos" por terem ocorrido com apenas 39 segundos de diferença, causaram destruição massiva em prédios e residências no litoral de Morón, no estado de La Guaira[1][3]. Segundo a imprensa local, oito hospitais foram afetados, obrigando a transferência de pacientes para outras instituições[1]. O evento é considerado o mais forte registrado no norte da Venezuela em 126 anos, comparável apenas ao terremoto de 1900[1].
Os tremores foram sentidos em cidades do norte do Brasil, como Belém, Manaus e Boa Vista, devido à liberação de enorme quantidade de energia e à profundidade rasa do epicentro, estimada entre 10 e 13 km[1]. O USGS prevê ainda a possibilidade de um tremor secundário de magnitude 5,0 ou superior nas próximas semanas[1].
