Diversos países do mundo, especialmente da América Latina, ofereceram assistência à Venezuela após dois fortes terremotos que deixaram pelo menos 164 mortos e cerca de mil feridos, conforme os balanços oficiais divulgados na noite de quarta-feira, 24 de junho de 2026. Os abalos, com magnitudes de 7,2 e 7,5, atingiram a região central do país com menos de um minuto de diferença, provocando devastação em larga escala e mobilizando uma resposta internacional imediata[3][6].

Logo após as primeiras notícias sobre os tremores, o presidente brasileiro Lula determinou que o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) realizasse uma avaliação sobre a situação e as possíveis medidas de assistência que o Brasil poderia adotar. "Reafirmo nossa determinação em apoiar o governo da presidenta encarregada Delcy Rodríguez na recuperação das áreas afetadas desse país irmão, cujo povo tem dado provas de grande resiliência frente às adversidades", declarou Lula em suas redes sociais[1].

O Brasil anunciou o envio de uma missão humanitária de busca e resgate urbano na sexta-feira, 26, composta por nove toneladas de equipamentos. No sábado, Lula informou que outro voo levaria equipamentos para a montagem de um hospital de campanha, cem purificadores de água com painel solar, medicamentos e material médico para cirurgias[2].

Entre as manifestações internacionais, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que "os EUA estão prontos, dispostos e aptos a ajudar" e ordenou que todas as agências do governo se preparassem para agir rapidamente. O secretário de Estado, Marco Rubio, anunciou que Washington enviará imediatamente equipes de busca e resgate, recursos médicos e assistência humanitária[1][3].

A França, por meio do presidente Emmanuel Macron, enviou 85 socorristas especializados em operações de busca e salvamento em estruturas desabadas. A Suíça anunciou o envio de 80 socorristas, 8 cães de resgate e 18 toneladas de suprimentos humanitários[1]. A Espanha mobilizou 54 membros da Unidade Militar de Emergência (UME) e um hospital de campanha, enquanto a União Europeia ativou o sistema de detecção por satélite Copernicus para apoiar as operações de resgate[1].

Outras nações também se colocaram à disposição: a Colômbia enviará mais de 60 socorristas e quatro cães; o México, sob a liderança de Claudia Sheinbaum, preparará ajuda com equipes especializadas; a China e a Rússia ofereceram solidariedade e ajuda adequada às necessidades; e o El Salvador, de Nayib Bukele, enviará 300 socorristas e 50 toneladas de equipamentos[1][2]. O Papa Leão XIV fez uma doação inicial de 100 mil euros para os esforços de emergência[2][4].

Delcy Rodríguez agradeceu à comunidade internacional pela solidariedade e afirmou que os primeiros socorristas estrangeiros devem chegar ao território venezuelano ainda nesta quinta-feira[1]. A Venezuela, que enfrenta um cenário de devastação, está coordenando com as Nações Unidas o envio de equipes de resgate e com o Fundo Monetário Internacional a criação de um fundo inicial de US$ 200 milhões para a reconstrução do país[4].

A tragédia humanitária exige, num primeiro momento, localização de sobreviventes, atendimento de feridos e oferta de abrigo àqueles em vulnerabilidade, seguidos pela reconstrução de infraestrutura crítica, como hospitais e abastecimento de energia[5]. A mobilização global demonstra que, apesar das diferenças políticas, a humanidade deve guiar as ações de líderes em momentos de crise extrema[2].