O número de mortos confirmados pelos terremotos que sacudiram a Venezuela na quarta-feira, 24 de junho, subiu para 589 pessoas, segundo balanço provisório divulgado pela presidente interina Delcy Rodríguez nesta sexta-feira, 26 de junho [1][3]. O novo relatório também indica 2.980 feridos, uma redução em relação aos quase 4.300 mencionados na véspera [1][3].
Os dois tremores de terra, com magnitudes de 7,2 e 7,5 graus, ocorreram em rápida sucessão no norte do país, sendo o segundo o mais forte registrado na região desde 1900 [1][5]. A devastação foi particularmente grave na cidade litorânea de La Guaira, próxima a Caracas, onde dezenas de prédios desabaram e o principal aeroporto do país ficou fechado devido aos danos [1][5].
Equipes de resgate de mais de 17 países, incluindo El Salvador, México, Chile, Suíça, Brasil, Espanha, Portugal e China, já desembarcaram em Caracas ou estão se mobilizando para ajudar [1][2]. A Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou a mobilização de equipes internacionais de busca e resgate [1]. O governo dos Estados Unidos ofereceu 150 milhões de dólares e o envio de navios de guerra, aviões e helicópteros para apoiar as operações humanitárias [1][3].
Os trabalhos de resgate avançam lentamente sob os escombros, onde corpos ainda são visíveis. Em La Guaira, moradores tentam, com as próprias mãos, encontrar parentes soterrados, enfrentando a impotência de não poder remover as pedras [1]. Um portal criado por venezuelanos para buscar desaparecidos acumulou cerca de 50.000 registros de pessoas sem contato desde os tremores [1][3]. O governo estima que mais de 200 pessoas ainda estejam presas nos escombros [1][3].
Cidades como Caracas e La Guaira foram atingidas, com danos em diversos bairros e incêndios em edifícios [1]. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) estima que o número real de mortos possa ser muito maior, chegando a 10.000 pessoas, devido à falta de estrutura e à densidade populacional das áreas afetadas [1][3]. A líder opositora María Corina Machado pediu a libertação de presos políticos para que possam ajudar suas famílias, enquanto o governo venezuelano declarou zona de desastre em La Guaira [1].
Além dos venezuelanos, países como Brasil (2 mortos), Espanha (4 mortos e 99 desaparecidos), Portugal (9 mortos e 56 desaparecidos) e China confirmaram mortes e desaparecimentos de seus cidadãos [1]. A AFP relatou saques na região de La Guaira, com moradores exigindo que as autoridades imponham a lei e garantam recursos para os resgates [1].
Fonte original: Carta Capital – Mundo.
