O Tesouro Educa+ 2028 se tornou uma das ferramentas mais atraentes do Tesouro Direto para captar a alta fora da curva dos títulos curtos indexados à inflação. Com uma taxa de IPCA + 8,56% ao ano, o título oferece rentabilidade real superior a 8% e paga uma renda mensal corrigida pela inflação por cinco anos consecutivos (60 parcelas), iniciando em janeiro de 2028. Esse mecanismo foi pensado para custear a faculdade de um filho, mas pode ser usado para qualquer finalidade.
A rentabilidade do Educa+ 2028 está bem acima da média histórica dos títulos públicos atrelados ao IPCA, que desde 2004-2005 é de 5,76% ao ano, conforme aponta Guilherme Almeida, head de renda fixa da Suno Research. O título é composto por uma taxa prefixada acrescida da variação do IPCA, garantindo proteção contra a inflação e ganho real acima dela.
Na prática, quem aplica R$ 50 mil no Educa+ 2028 hoje pode receber uma renda bruta mensal de aproximadamente R$ 1.160 (em valores atuais) durante cinco anos, totalizando R$ 69.600 brutos. Com um aporte de R$ 100 mil, a renda mensal bruta chega a R$ 2.300, somando R$ 139.100 brutos ao final. O valor nominal será maior, pois inclui a inflação, mas o poder de compra será equivalente a R$ 139 mil hoje — o que representa uma valorização real de 39% em apenas 1,5 ano de aportes.
O Educa+ 2028 é estruturado em duas fases: acumulação (quando o investidor aplica recursos até a data de conversão) e conversão (quando o valor acumulado é convertido em parcelas mensais por 5 anos). Essa característica é semelhante ao Tesouro RendA+, criado para aposentadoria, mas com período de recebimento mais curto.
É importante destacar que o Educa+ não é recomendado para quem busca especulação de curto prazo. O título possui taxa de custódia de 0,50% ao ano para quem vende antes de 7 anos, além de um período de carência de 60 dias para resgate. A taxa de custódia cai a zero para quem segura até o vencimento e recebe renda equivalente a até quatro salários mínimos.
Para quem pode esperar um pouco mais, o Tesouro Educa+ 2032 também oferece juros reais acima de 8% (IPCA + 8,1% ao ano). Um investimento de R$ 100 mil nesse título gerararia uma renda mensal bruta de R$ 3.100 a partir de 2032, totalizando R$ 186.900 brutos ao final — uma alta de 87% sobre o valor aplicado, graças aos juros compostos.
Os títulos IPCA+ são de renda fixa apenas para quem segura até o vencimento. Fora disso, são de renda variável devido à marcação a mercado: quando a Selic sobe, o valor dos títulos cai, mas a taxa de juros aumenta. O Educa+ é indicado para quem deseja garantir uma renda futura previsível, protegida contra a inflação, com garantia direta do governo federal.
Fonte original: InvestNews – Investimentos.
