Uma das testemunhas ouvidas pela polícia relatou que Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, a jovem que morreu durante uma prática de rope jump no interior de São Paulo, aparentava estar tranquila momentos antes do salto fatal. Segundo o homem, a estudante de Educação Física chegou a sorrir e interagir com a câmera GoPro que portava, o que indicaria que ela não tinha ciência da ausência das cordas de proteção[1][4].

Maria Eduarda caiu de uma altura aproximada de 40 metros da Ponte do Esqueleto, localizada na divisa entre Limeira e Cordeirópolis, e sofreu politraumatismo. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local, no último dia 13 de junho[1][3]. A Polícia Militar informou que os funcionários da empresa responsável esqueceram de prender as cordas na vítima antes do arremesso, resultando em queda livre[1][4].

No vídeo viral que mostra o momento do salto, é possível ouvir pessoas exclamando "a corda", "gente, a corda" logo após a jovem ser lançada[3][4]. Ao todo, seis pessoas foram presas após a tragédia: três foram detidas em flagrante e tiveram a prisão convertida em preventiva (Maicon Fernandes Cintra, Luis Felipe Feliciano Egoroff e Vitor de Freitas Gonçalves), e mais três foram presas posteriormente (João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva, Gabriel Barros Martins e Evelyne dos Santos Gonçalves), sendo esta última apontada como a principal responsável pelo grupo[1][3][8].

A delegada Andréa Levy, responsável pelo caso, pontuou que a vítima, leiga na prática específica, foi induzida a acreditar que todos os protocolos de segurança haviam sido observados, especialmente a correta fixação do sistema de contenção[3]. A ocorrência é apurada como homicídio com dolo eventual, hipótese em que o agente assume o risco de produzir o resultado[3].

Duas dias após a morte, autoridades da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), da Advocacia-Geral da União (AGU) e das prefeituras de Limeira e Cordeirópolis discutiram medidas para impedir novos acessos à ponte, incluindo a possibilidade de demolição da estrutura. Os prefeitos manifestaram apoio à retirada da ponte e se comprometeram a reforçar os bloqueios já existentes[1][10]. Em Limeira, a prefeitura retomou ações para fechar acessos irregulares e reabrir uma vala que havia sido aterrada sem autorização[1].

Maria Eduarda morava em Jandira, na Região Metropolitana de São Paulo, e trabalhava em uma academia de musculação. A empresa publicou mensagem de luto lamentando a perda da colaboradora[5]. Em seu perfil do Instagram, a jovem compartilhava a rotina de treinos e, pouco antes do salto, postou uma foto da Ponte do Esqueleto com a legenda: "Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte?"[5]. A câmera GoPro que ela portava no momento do salto não foi localizada após a queda[5].