Os emissores de tokens captaram cerca de R$ 9 bilhões no Brasil até o momento, segundo dados da plataforma RWA Monitor, que acompanha o mercado local de tokenização de ativos reais (RWA). Apenas entre os dias 8 e 14 de junho, o volume de captações somou R$ 24,74 milhões, representando uma queda de 13% em relação à semana anterior[1].

No total, o mercado brasileiro já acumula R$ 11,5 bilhões em emissões distribuídas em 3,8 bilhões de tokens. As debêntures concentram a maior parte dos recursos captados, com R$ 3,4 bilhões, o equivalente a 37,9% do total[1]. Em seguida, aparecem as Cédulas de Crédito Bancário (CCBs), que somam R$ 1,4 bilhão (15,3%), as notas comerciais, com R$ 1,2 bilhão (13,3%), e as Cédulas de Produto Rural (CPRs), também com cerca de R$ 1,2 bilhão (13,2%)[1].

Duplicatas e contratos de recebíveis completam a lista dos principais instrumentos tokenizados, com participações de 6,9% e 5%, respectivamente[1]. O Brasil é considerado um dos mercados mais avançados no uso da tokenização, liderando a implementação dessa tecnologia que fraciona ativos como imóveis, obras de arte e empresas em partes digitais chamadas tokens[2]. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) regula a emissão e comercialização desses tokens, categorizando-os conforme suas funções para facilitar o cumprimento das normas por empresas e investidores[2].

Estudos indicam que a tokenização pode transformar significativamente o mercado imobiliário, tornando transações mais ágeis, digitais e acessíveis, reduzindo a burocracia tradicional e aumentando a liquidez[6]. Entre 2021 e 2022, o Brasil movimentou mais de R$ 731 bilhões em ativos digitais, demonstrando o crescimento acelerado desse setor[2].